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Que estilo de vida é este?

por doinconformismo, em 24.01.15

É estranho que apenas a violência nos países ricos ou supostamente civilizados arranca manifestações nas ruas ou comentários nos media.

É estranho como a morte de 12 pessoas em Paris fez correr tanta tinta e gastar tanto latim mas a morte de 2000 pessoas na Nigéria ou a violenta utilização de uma menina de 10 anos como bomba pouco mais arrancou do que um ai. Ou o ultra-violento castigo decretado sobre o blogger na Arábia Saudita que apenas por ter criticado o Islão terá de suportar um milhar de chicotadas, sem sequer se saber se resistirá às primeiras 50.

É estranho como há países inteiros a serem dizimados mas no dia a dia nem nos lembramos que esses países estejam no mapa.

É estranho como pessoas comuns são tão facilmente mobilizadas para uns propósitos e tão dificilmente para outros.

Mas que dizer então de pessoas com crenças assumidas?

Pessoas que acreditam em Deus e durante anos anunciam a sua crença mas em modo S. Tomás ("olha para o que ele diz e não para o que ele faz").

Pessoas e até comunidades que acreditam em Deus mas não tiram um minuto do seu tempo para lembrar os cristãos perseguidos pelo mundo fora, dizimados, torturados, a viver com medo porque não renunciam à sua fé.

E aqui nos países ocidentais onde também há problemas sim, mas em perspetiva talvez sejam bem menores, cada um olha para o seu umbigo e segue a sua vidinha como se tudo o resto não existisse. Que estilo de vida é este? Quando é que vamos ver a solidariedade a funcionar?

Vamos mudar isto hoje! Vamos lembrar-nos que a vida do nosso semelhante tem tanto valor como a nossa. Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para sermos corretos com todos, valorizarmos todos! O que é que já fizeste hoje para valorizar alguém?

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Tudo o que temos ou a necessidade de valorizar

por doinconformismo, em 25.08.13

Hoje estive a ouvir uma pessoa da Guiné Bissau contar um pouco da vida lá. Hoje voltei a lembrar-me do quanto somos afortunados quando as nossas preocupações são a velocidada da internet ou as funcionalidades do nosso último smartphone ou tablet.

 

Hoje ouvi uma parte da entrevista da Maria Elisa ao canal Económico, onde ela dizia que depois de tantos anos a entregar metade dos rendimentos ao Estado não sabia sequer se ia ter reforma. Mas que nem queria falar muito nisso por causa de tantas pessoas que estão bem piores por causa da situação do país. E mais uma vez pensei que o serviço de saúde que temos e até as reformas a que temos direito quando o tempo chegar são algo que tomamos por garantido mas um dia podem simplesmente não estar lá.

 

Tomamos muita coisa por garantida, desde a eletricidade que não falha até à águinha quente a correr nas nossas torneiras.

Tomamos muita coisa por garantida, e vamos tomando por garantido cada vez mais coisas e até pessoas.

Até a nossa liberdade. Num ano em que tantos países andam em guerra (ou perto disso) porque os povos estão cansados de serem subjugados por tiranos, devíamos pensar mais na maravilhosa liberdade conquistada não assim há tanto tempo no nosso próprio país.

 

E que tal valorizarmos mais? Valorizar a vida, as saúde, a liberdade, as pessoas que estão connosco, valorizar cada sorriso, cada momento juntos. Valorizar os outros mesmo que carregados de defeitos (já agora: nós também os temos!) ou simplesmente valorizar o nosso lindo sol e esta luz maravilhosa de verão.

 

Valorizar. Porque pode acontecer um dia acordarmos e cada uma destas coisas, momentos, pessoas de que tanto gostamos mas que quase desprezamos, simplesmente já não estarem mais lá.

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