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Da Esperança

por doinconformismo, em 08.04.18

Este fim de semana juntou mais de 25.000 cristãos evangélicos no Campo Pequeno num evento denominado Festival da Esperança . Foi um tempo com um cariz marcadamente evangelístico, mas que serviu também para demonstrar mais uma vez que o povo de Deus é capaz de colocar as diferenças de lado e proclamar a uma só voz o nome de Deus. Neste caso, que há esperança em Deus.

É provável que quem não acredita em Deus pense que para quem acredita é fácil ter esperança. Afinal, se estas pessoas já são capazes de acreditar em alguém que nunca viram, um dos resultados dessa fé deve ser esperança.

No entanto o que eu tenho observado é que tanto há crentes desesperançados como ateus cheios de esperança e capazes inclusivamente de a transmitir aos outros.

E não poderia concordar mais. Afinal de contas, temos muitas razões para acreditar num futuro melhor apesar do que os media nos querem fazer crer:

1. Nunca vivemos uma época tão segura como agora. No mundo inteiro. Apesar dos relatos diários de guerra, morrem muito menos pessoas agora por esta razão do que em alguma outra época da história da humanidade.

2. Se falarmos de crimes e assassinatos, ainda mais, especialmente em Portugal, que apesar das notícias recentes é um dos países mais seguros do mundo.

3. A esperança média de vida nunca foi tão alta e a mortalidade infantil tão baixa. Apesar das novas doenças que aparecem, as novas curas e descobertas de tratamentos vão avançando rapidamente.

4. A qualidade de vida é altíssima, especialmente nos países ocidentais mas também se encontra em crescimento acelerado em países em desenvolvimento.

5. Os jovens desta geração são os melhor preparados de sempre para o mercado de trabalho e, ao contrário do que acontecia até há bem pouco tempo, neste momento o mercado também procura a experiência dos seniores.

6. Cada vez há mais igualdade de oportunidades, de género, raça e credo. O que só por si traz uma riqueza incontornável na resolução de problemas mas também na própria geração de valor por parte das empresas que acarinham esta diversidade.

Poderia continuar com uma lista infindável mas creio que já perceberam o meu ponto. Para mais informações e estatisticas em Portugal e na Europa, aconselho-vos a consultarem o portal Pordata.

E digam lá, olhando para estes pontos, se vale ou não a pena ter esperança?

 

 

Todos somos Éder

por doinconformismo, em 11.07.16

Confesso que não me entusiasmo rapidamente com as competições da seleção portuguesa. Não desde 2004, talvez pelo sofrimento atroz que não me sai da memória.

A qualificação começa e eu vou vendo os resultados, devagarinho, e não abro a boca até ao final da fase de grupos. Ainda me lembro bem do que aconteceu no último Mundial, por isso este ano fui mesmo devagarinho.

Também não adoro o sistema de jogo do Engenheiro Fernando Santos, por isso não fiz questão de ver Portugal jogar, mas desde logo admirei este selecionador pela impecável qualificação. Desde que me lembro, esta foi a primeira vez em que não tivémos que fazer contas!

Na fase de grupos vi todos os jogos. E sofri em silêncio. E observei as reações. As reações de um povo habituado a desprezar o que é nacional, habituado a fazer-se pequenino, a procurar a aprovação dos grandes deste mundo. E à medida que a seleção ia progredindo na competição, também alguns comentários se iam repetindo. O facto de o público não apoiar o único ponta de lança convocado foi um deles. A falta de convicção dos portugueses, de que estávamos ali por acaso e que nem conseguíamos vencer um jogo dentro dos 90 minutos regulamentares. Que nunca conseguiremos vencer uma competição deste gabarito, pois somos pequenos demais.

E lá chegámos à final, na opinião de alguns sem saber como, na opinião dos principais oponentes sem sequer ter o direito de estar ali. Debaixo de acusações de termos um futebol nauseante, de baixo nível, E a nossa estrela, que é o Melhor do Mundo e só por isso tem todo o direito de estar num campeonato de apenas um dos cinco continentes, lesiona-se logo no início. Agora é que estamos perdidos, logo agora que tínhamos a certeza que íamos ganhar. Mas a primeira parte passou-se sem sofrermos golos. Aos 72 minutos, momento em que nas meias finais a França já tinha enfiado duas vezes a bola na baliza da Alemanha, ali estávamos invictos. Apesar da equipa de arbitragem. Final do segundo tempo e nada. Vamos a prolongamento. Última substituição quem é que entra? O Éder? Mas o que é que este homem tem na cabeça? Olha, é golo! É GOLO! É GOOOOOOOOOOOOOLO! Somos campeões! Somos Éder!!

Somos capazes de passar uma noite acordados a fazer a festa, já fazemos peitaça para os franceses, olhamos quase incrédulos para as celebrações com um mar de gente nos cinco continentes. Que importa se a Torre Eiffel não mostra as nossas cores? A França está apenas a descobrir as suas fragilidades. Que interessa hoje alguns jornais dizerem que o futebol praticado foi mau? A azia tem destas coisas.

Hoje estamos unidos, somos um só, cantamos Portugal a uma só voz. Hoje voltamos a demonstrar que somos um povo humilde mas mui nobre, capaz de se sacrificar em favor dos outros, capaz de se adaptar ao meio envolvente e de o modificar. É dessa fibra que somos feitos, fazemos o melhor com o (não tão) pouco que temos e ensinamos as restantes nações. No passado demos novos mundos ao mundo através dos descobrimentos e colonização. Hoje continuamos a fazê-lo com elevada qualidade seja no futebol, no atletismo que tantas alegrias nos deu ontem também, na tecnologia em que até fornecemos componentes para a NASA, em serviços que prestamos para todo o mundo, na investigação científica e tantos outros mundos que hoje compõem o nosso mundo.

Neste retângulo pequenino e suas pequenas ilhas podemos ser 11 milhões mas pelo mundo fora somos muito mais que isso. Impusémos respeito em toda a Europa. Está mais que na hora de sermos os primeiros a respeitar-nos também.


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