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Como o tempo passa

por doinconformismo, em 03.05.16

Curioso como o tempo passa.

Começamos a trabalhar e pouco depois começamos a ir a casamentos. Os casamentos dos amigos. Chegamos a ter vários num ano só, o que nos rebenta com o orçamento além da paciência.

Depois os filhos. Tão irritantes os primeiros casais que decidem começar a ter filhos e que por causa disso já não podem andar connosco até altas horas nem a qualquer dia. Até que chega a nossa vez.

Infelizmente há também uma vaga que parece estar muito na moda: as separações, os divórcios. Parece estar tudo muito bem e de repente vemos logo de uma vez dois ou três casais de amigos com problemas, alguns irresolúveis. E o inevitável acontece.

Depois, os filhos adolescentes. Pais e mães à beira de um ataque de nervos, prontinhos para transformar qualquer reunião num grupo de apoio ou terapia de grupo.

Até que os nossos pais começam a ficar doentes, debilitados, e aí a nossa atenção dilui-se. Vemos os pais ou as mães dos amigos a partir e rogamos pelo que temos de mais sagrado que os nossos sejam poupados a essa lei malvada que nos tira o pé de apoio quando menos esperamos.

Outros ciclos vêm depois. Os filhos que emigram, que casam, que saem de nossa casa. E que antes disso já quase não víamos porque estudam e trabalham e namoram e têm hobbies e amigos. Os netos que surgem, tarde, e que esperamos ter a sorte de viver o suficiente para os ver crescer. Os próprios amigos que vemos desaparecer e que levam também pedaços do nosso coração.

E quando vemos o dia em que nós próprios temos que partir é que percebemos que não amámos o bastante, não rimos o bastante, não abraçámos o bastante, não perdoámos o bastante. E tanto fica por fazer, por dizer...

Façamos, enquanto é tempo, tudo o que podemos pelos que amamos, de longe ou de perto.

Perdoemos. 

Não percamos uma só oportunidade de dizer aos nossos queridos o quanto os amamos, o quanto nos orgulhamos deles.

Ou de rir, até de nós próprios.

Façamos o mundo de alguém brilhar a cada dia, pois o nosso maior legado é a diferença que realmente fizemos na vida de uma pessoa.

Quanta luz já espalhaste hoje?

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A família

por doinconformismo, em 30.08.13

Estou a preparar-me para ir de férias com os meus pais. E todos os anos os vejo a antecipar o momento, a reverem todos os detalhes, a saborear essa imaginação.

São os meus pais. Temos horários diferentes, interesses um pouco diferentes, perspetivas diferentes mas temos algo em comum: somos família.

 

Todas as famílias são diferentes. Umas são pequenas, outras numerosas, umas barulhentas, outras mais subtis. Há quem faça questão em passar tempo juntos todos os dias, semanas, meses, há quem se veja uma vez por ano. Não há certos nem errados, há coisas que funcionam numa família e não funcionam noutras, e é mesmo assim porque somos todos diferentes.

 

Mas há uma coisa que não podemos fazer: afastar-nos para sempre. Sei de casos de pessoas que não se falam há anos, e se formos a ver bem já nem se lembram muito bem porquê, ou contam-nos uma história romanceada que vive apenas nas suas memórias. Há pessoas que foram tão feridas que não conseguem olhar os seus familiares de frente e há pessoas que não querem ouvir falar da sua família porque simplesmente não estiveram lá para ajudar no seu momento mais difícil. E de repente alguém fica muito doente e chegamos a assistir a autênticos dramas de quem não quer ouvir sequer falar de reconciliação...

 

Temos que os amar! Porque sim, porque foi a família onde nascemos, foi a família que Deus nos deu. E, bem ou mal, quer os admiremos ou detestemos, são nossos. E se não gostamos da maneira como as coisas estão, se calhar temos que ser nós os primeiros a mudar! E como nada dura para sempre temos que mudar antes que seja tarde. Que tal hoje?

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