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A magia das comemorações

por doinconformismo, em 28.08.18

Fiz anos ontem.

Há quem advogue que depois de entrarmos no “mundo dos adultos” devemos ser cada vez mais comedidos nas comemorações (de aniversário, e já agora do que quer que seja) até passarmos à fase do “não ligo a isso”.

Há quem me olhe de soslaio quando afirmo que gosto de celebrar este dia, assim como tantos outros. Gosto. Quer dizer que estamos vivos, que estamos lúcidos, que sabemos o que o dia significa e que temos condições para desfrutar dele.

Há quem me pergunte se não tenho idade a mais para festas. Não tenho. Ainda agora sou uma miúda com pouco mais de 40 anos. Ainda por cima gosto de quem sou, da pessoa que me tornei. Não quereria ser qualquer outra pessoa, sou feliz a ser eu própria.

 

Na próxima semana faço 20 anos de casada.

Não faço sozinha, obviamente. Mas quer dizer, duas décadas! Quando casámos não nos davam 2 anos! E sim, foram os anos mais difíceis da nossa caminhada, vindos de realidades tão diferentes e culturas tão distantes. O que não quer dizer que nos restantes 18 anos não tenham havido momentos críticos, especialmente com os filhos. Momentos de querer fugir e largar tudo. Momentos de mandar a toalha ao chão. Mas aquela coisa de dizer que é para a vida toda leva-nos a tentar outra vez, a dar outro passo. E outro. E se não saíssemos do lugar se calhar o desfecho era outro, mas temos sempre avançado, mais depressa ou mais devagar, e daí a tenacidade em continuar.

 

Por isso gosto de celebrar, porque em primeiro lugar demonstro gratidão pelo que sou, pelo que tenho.

E depois não podem ser uns festejos quaisquer, são pelo menos de 3 dias. Só ontem, respondi a mais de 300 – TREZENTAS mensagens, whatsapps, skypes, telefonemas, vídeos… só faltaram os sinais de fumo.

Os festejos do aniversário de casamento também começam mais cedo, porque sim.

 

Há uma magia nestas celebrações que é a magia da gratidão. É uma magia que abre portas com mais coisas boas para entrarem na minha vida.

E ao ver tudo o que sou e me rodeia só posso mesmo ser grata!

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Grata!

por doinconformismo, em 25.01.14

É meia noite e estou no escritório a trabalhar. É meia noite e estou a pensar o quão afortunada sou pelo emprego que tenho, pela família que tenho, pela vida que tenho. Não há palavras para descrever a minha gratidão àquele que governa o universo pelo amor que me tem e pela vida que me destinou.

Sempre trabalhei mais do que o meu horário dizia. Sempre. Nos primeiros anos, enquanto estudava, depois disso noites e fins de semana usados no escritório e nas empresas clientes da consultora onde trabalhava. Depois disso, num ambiente espetacular como sei que não vou voltar a encontrar em lado nenhum, numa empresa bem portuguesa e com profissionais de tão bom calibre que não voltei a encontrar tanta competência em tão pequeno espaço. E depois disso, num grande grupo económico português onde já passei por 3 empresas, sempre a aprender, sempre a fazer projetos irrepetíveis, sempre com a noção de que ajudei a fazer história.

 

Sou uma privilegiada. Em vários aspetos, não só no emprego. Por exemplo na família. Na paciência do meu marido para com uma workaholic pouco confessa. Nos filhos maravilhosos que temos. Nos amigos que são família também. Nos filhos dos amigos que são família dos meus filhos. Naqueles que se não têm novidades nossas ligam e insistem para saber se está tudo bem. Nos conhecidos que são quase amigos, dada a cumplicidade e camaradagem gerada.

Sou uma privilegiada. E muito grata por sê-lo. 

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The day after

por doinconformismo, em 28.08.13

Ainda estou a receber mimos e mensagens de parabéns - e a agradecer.

Nunca é tarde para darmos um miminho - nem que seja um sorriso - nunca é tarde para fazermos alguém feliz mesmo que com coisas pequenas. Muitas vezes são essas coisas pequenas que fazem a diferença no dia de alguém.

 

O que me leva ao tema de hoje - gratidão e abundância.

Estou grata por tudo o que tenho na minha vida - amigos, família, emprego, a minha relação com Deus, dinheiro e tudo o mais. As minhas necessidades estão supridas além do básico e os meus "problemas" são problemas do primeiro mundo. Estou perfeitamente consciente disso e é mais uma razão para estar grata. Mas a gratidão leva-me mais longe.

 

Ao valorizar, invisto nisto tudo e em particular nos relacionamentos a reciprocidade acaba por ser uma constante. E este é o melhor de tudo: a abundância. Não tendo em demasia, tenho o suficiente para mim e para partilhar. E se eu gosto de partilhar! E quanto mais partilho, mais tenho! E é por isso que me considero rica: em amigos, em relacionamentos em geral, em satisfação, em tudo! Ontem fui para a cama a sentir-me a pessoa mais rica do mundo. E hoje continuo a pensar o mesmo.

 

Posso não ter dinheiro para comprar TUDO o que quero ou para fazer TUDO o que quero, mas tenho abundância de TUDO na minha vida. E não preciso de mais nada.

Por outro lado, há pessoas que são tão pobres, mas tão pobres, que tudo o que têm é dinheiro...

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