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Esta madrugada mudámos para o horário de verão. Já sei que posso contar com uma semana de jet lag à conta disso, mas sabe bem ver anoitecer mais tarde. E ver toda a natureza a anunciar a primavera. Há uma semana que dei pela chegada dela. Distraída como sou admito que todos os sinais já cá estivessem antes mas esta semana para mim foi especial, desde a saudação de um melro num destes dias logo de manhã ao sair de casa, ou uns amenos raios de sol no meio de todos estes dias de chuva.

Sabe bem. Especialmente em tempos de muito trabalho, muita preocupação. Como se a natureza dissesse: “sei que não está a ser fácil, mas relaxa, aqui estão umas surpresas para desfrutares”. E dia 20 chegou então oficialmente a estação em que tudo parece se renovar. E logo de seguida o aniversário do benjamim da família, 6 anos de animação e pilhas Duracell.

Se o primogénito me ensinou a ser algo que eu não sabia ser, nem alguma vez achei que a maternidade fosse para mim, este menino cheio de mimo mostrou-me que o amor não se divide quando nasce mais um filho, simplesmente cresce até já não caber no coração e fá-lo crescer também. E de que maneira!!

Portanto, aqui estamos nós no limiar de uma mudança de idade: o “pequenino” a ir para a primária, o “grande” a chegar à adolescência plena. Os pais deles a babarem-se sempre que veem um bebé. Longe vão os tempos das fraldas e das papas e no entanto nunca nos sentimos tão cansados como agora. Nunca tão assoberbados com preocupações. Nunca tão requisitados a fazer um esforço extra que por vezes acaba depois no lixo sem sequer ter visto a luz do dia.

Também aqui está na altura de mudar. Fazer o esforço onde seja eficaz, onde haja realmente diferença. Não se trata de reconhecimento (pronto, vá, um bocadinho também) mas essencialmente de não haver esforço inglório. É que passar meses no sobre-esforço faz-nos cansar de tudo rapidamente. Se somos requisitados para dar o nosso melhor a cada momento, sem folgas e sem descanso, que seja para inspirar, crescer. Para fazer o mundo avançar. Até para isso acontecer, é preciso mudar.

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Ferro de engomar

por doinconformismo, em 24.04.15

Há mais de dois meses que não escrevia aqui.

Não quer dizer que não viesse aqui, não quer dizer que não tivesse mil ideias diárias para partilhar, mas simplesmente o tempo não esticou e a energia não chegou.

Há alturas assim, momentos em que parecemos assoberbados com tudo o que a vida nos atira. E que resposta temos para dar?

Vamos ficar sentados a um canto a lamentar-nos por tudo ou vamos à luta, escolhendo aprender com cada desafio, com cada surpresa?

Quem me conhece sabe que vou sempre pela segunda via. Ouvi há pouco tempo alguém dizer: se temos uma camisa amarrotada temos dois caminhos: agarrar no ferro e gastar o tempo e esforço necessários para a engomar ou então passar o resto da vida a queixar-nos por termos uma camisa amarrotada.

Por isso vamos aproveitar o fim de semana, pegar nesse ferro de engomar e esforçar-nos, porque sem esforço não há glória!

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Just enough is not enough any more

por doinconformismo, em 07.04.14

Aviso à navegação: os tempos mudaram. Nunca o progresso se evidenciou de tantas maneiras no nosso quotidiano, mas apesar disso temos menos tempo, menos dinheiro (será?) e consequentemente, menos paciência. É por isso que a nossa reação para com certos temas mudou. Já não toleramos certas coisas, porque simplesmente estamos mais exigentes. Já não damos atenção a certas coisas, porque já não a merecem. E por coisas quero dizer situações, marcas, pessoas, conceitos, conteúdos e outras coisas mais que até nos querem entrar pelos olhos dentro mas não se esforçam o suficiente. Porque o que o que era suficiente ontem já não o é hoje.

 

Sim, é preciso esforço. Só para fazer alguém desviar os olhos. E ainda mais para manter alguém atento. E ainda mais para despertar curiosidade e vontade de saber mais. Não é suficiente fazer o que é esperado, entregar o que foi pedido quando o foi pedido e cobrar pouco por isso (embora em alguns casos só isto já é um feito em si mesmo!) porque regra geral já há quem o faça. Se queremos sobressair temos que fazer diferente, mostrar excelência em um outro ponto que sejam valorizados. E isto aplica-se em qualquer área da nossa vida.

 

Por exemplo, no nosso relacionamento com a entidade empregadora. Já lá vai o tempo em que cumprir o horário e a descrição de funções era o suficiente. Agora, quem dá atenção a um colaborador que não se esforce mais, que não tente ir mais além? Outro exemplo: as habilitações académicas. No tempo dos nossos avós ser professor era ser bajulado, no tempo dos nossos pais quem tinha um curso superior tinha tudo, hoje ter um mestrado pós-Bolonha vale... o que vale. E todos os anos saem catadupas de licenciados, mestres e afins. Então como nos diferenciamos perante um possível empregador?

 

E nos relacionamentos, então, ainda mais podemos ver esta verdade. Será que fazendo o "suficiente" teremos uma amizade sólida e duradoura? um namoro? um casamento? Será que o problema de muitos relacionamentos que terminam hoje em dia não é precisamente o facto de que os seus intervenientes não quererem dar mais do que o suficiente?

 

Fazer o suficiente é estar na média. O que nos dá um emprego médio, um namoro ou casamento médio, amizades médias, experiências médias. Enfim, uma vida média. Mas quem quer viver uma vida a sério compromete-se a sério, dá mais que o suficiente, faz mais do que o suficiente, faz tudo o que é preciso. Porque para quem quer viver uma vida a sério, o suficiente já deixou de ser suficiente há muito tempo.

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