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Doçura

por doinconformismo, em 06.04.16

Teus olhos, tão belos

como o mês de Dezembro

Tua boca tão doce

como a noite de Natal

 

Tão bela é a beleza

que bebes com os teus olhos

Tão doces as palavras

que desenhas com a boca

 

De onde vem essa beleza?

De onde brota essa doçura?

De uma vida sem tristeza?

Doses baixas de aventura?

Para Sara

por doinconformismo, em 15.12.15

Sei de um lindo nariz

Que pertence a uma certa professora

Que por sinal é bastante dona dele

 

Esse nariz é tão lindo que a própria Cleópatra

Se o visse

Morreria de inveja!

 

O nariz , cada vez mais lindo,

Faz-se acompanhar de um sorriso aberto

E olhos meigos

Mostrando que a beleza é maior e mais duradoura

Quando acontece de dentro para fora

Sim, admito, sou algo dorminhoca e talvez por isso sinta a necessidade de defender o sono. É que por alguma razão fomos programados para sentirmos a necessidade de descansar. Eu sou daquelas pessoas que se não descansa pelo menos sete horas por noite, não funciona bem o resto do dia. Se calhar não tanto nesse dia, mas no dia seguinte não consigo pensar e ninguém me consegue aturar.

 

Agora, o que interessa a todos: o processo do sono é essencial para por exemplo consolidar a memória. Já repararam que nos períodos em que descansamos menos parece que nos lembramos de menos coisas, ou até parece que temos uma visão turva das coisas? porque tudo o que registámos na memória não ficou devidamente processado e "indexado".

 

Mas o que talvez seja mais importante mesmo é o seguinte: pouco sono equivale a pouca insulina e muito cortisol, ou seja, maior propensão para desenvolver diabetes ou, no mínimo, taxas altas de glicémia. Por outro lado, uma quantidade razoável de horas de sono faz o metabolismo funcionar, o que é quase tão bom quanto ir ao ginásio! Para quem faz as duas coisas, especialmente se não fuma, a redução do risco da doença cardiovascular é mais de 50%. Faz pensar, não é? Com todos estes benefícios o significado do "sono de beleza" até parece um pouco descontextualizado.

 

Só que eu sofro do mesmo que provavelmente muitos de vocês: sou notívaga. Adio o mais que posso a hora de me deitar mas de manhã o cruel despertador não me dá nem mais um minuto de descanso. O que é equivalente a dizer que apenas raramente durmo a quantidade de horas devida. E não é por isso que de manhã funciono menos bem, é mesmo assim, sempre foi assim e sempre será. Ainda andava na faculdade quando tentava levantar-me cedo para estudar e o resultado era sempre o mesmo: adormecer em cima dos apontamentos. Quando comecei a estudar pela noite dentro, ia sem dificuldade até às 6h da manhã a despachar matéria.

Hoje não tenho tanta liberdade para escolher os horários, mas dentro do que posso sei que nas horas em que ainda estou a acordar devo fazer as tarefas administrativas e pouco utilizadoras do cérebro. Conforme a hora de almoço se aproxima, posso então dar largas à energia e imaginação. Imaginação, que os notívagos têm em altas quantidades.

Há poucos estudos em que os investigadores estejam de acordo (lembro-me do estudo da London School of Economics em que os noctívagos são considerados mais inteligentes que os madrugadores) mas uma coisa é certa: As pessoas mais ativas de manhã tendem a ser mais organizadas enquanto os notívagos têm uma inteligência mais imaginativa. Lá está...

 

Tenho pena que estes estudos deixem invariavelmente de fora a sesta e os seus benefícios, mas não se pode ter tudo. O importante é que, deitando cedo ou tarde, se garanta o mínimo de sono para que a beleza e a saúde sejam potenciadas!


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