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O medo de falar em público

por doinconformismo, em 20.05.18

devops.jpg

É verdade, já falo em público há algum tempo. Na verdade, é algo que faz tanto parte de mim que nem me lembro de quando comecei. Mas uma coisa sei: ainda hoje me provoca borboletas no estômago.

Muitos de nós temos de o fazer devido a compromissos profissionais, pessoalmente faço-o também porque acredito que tenho uma mensagem que o mundo precisa de ouuvir. Em ambos os casos, o sentido de missão ultrapassa o conforto do meu "cantinho".

Este fim de semana estreei-me a fazer algo diferente: tradução ao vivo ou consecutiva. Ou seja, estando ao lado do orador, o intérprete traduz por blocos o que ele vai dizendo. Confesso que o meu pobre estômago estava completamente virado ao contrário, à medida que todas as dúvidas me assaltavam: será que vou conseguir? E se não ouvir bem? E se não me lembrar das palavras?

Mais uma vez, pouco depois de ter começado já nem me lembrava do nervosismo e estava, isso sim, a divertir-me imenso, até porque o sentido de humor da oradora era sensacional. Aliás, foi tão bom que espero em breve ter oportunidade de repetir!

Nesta próxima sexta-feira estarei na conferência Agile Portugal, no Porto, a apresentar o tema "Porque precisamos de mulheres nas equipas técnicas". Na verdade, não só de mulheres mas cada vez mais a diversidade de género, raça e idade é essencial. Não é preciso muito para perceber que a cada dia que passa o nervosismo cresce, tal como acontece com a maior parte das pessoas. Questões como: e se não me souber explicar? E se não gostarem de mim? e outras dúvidas ainda mais estranhas são autênticas armadilhas para quem está nesta posição.
Por isso hoje partilho os meus "segredos" para intervenções bem sucedidas:

 

1. A mensagem - Se vamos falar em público é porque temos uma mensagem para entregar. Então, é nossa responsabilidade que essa mensagem é clara, faz sentido e é entendível pelo público a quem a vamos entregar.

 

2. A forma de apresentação - Tão importante como o que vamos dizer é a forma como o faremos. Temos uma centena de quadros com números ou vamos contar uma história com a qual o público se pode identificar?

 

3. A preparação - Já decidimos o que vamos apresentar e como vamos fazê-lo. Agora temos que nos preparar até à exaustão. Costumo pedir ajuda a duas ou três pessoas para serem o meu "público" quando tenho já um nível de confiança mínimo no que vou fazer. É essencial que essas pessoas dêm o seu feedback no sentido de melhoria da apresentação. O espelho é nosso amigo e as notas também, embora saibamos que no dia D não as iremos utilizar.

 

4. No dia - Temos tudo pronto. O dia chegou e a hora de enfrentar a multidão deixa-nos mais nervosos do que nunca. Duas coisas são fundamentais antes do início da apresentação: uma boa hidratação (ninguém quer falar de garganta seca) e uma boa respiração vão ajudar bastante. Respirar fundo duas ou três vezes antes de começar a falar, como se fôssemos cantar, ajuda a controlar o nervosismo mesmo imediatamente após a libertação de adrenalina.

Agora que estamos à frente das pessoas, sabemos que quanto maior a audiência menor será a probabilidade de todos gostarem de nós ou de concordarem com a nossa mensagem, por isso quanto mais cedo lidarmos com essa realidade, melhor. No entanto, temos uma mensagem em que acreditamos, estamos confiantes porque praticámos e sabemos o que temos que dizer. E lá no fundo estamos gratos por as pessoas darem no seu tempo para nos ouvirem. Portanto tudo o que temos que fazer é apresentar a nossa mensagem, em conjunto com o nosso melhor sorriso!

Dar, muito mais que receber

por doinconformismo, em 22.04.18

Esta semana foi muito intensa. Muito trabalho, muitas emoções à flor da pele, mas muitas oportunidades de dar um pouquinho da minha vida em prol de outros, muitos deles desconhecidos.

Comecei o domingo passado partilhando uma mensagem acerca de Ser Amigo de Deus (podem ver o vídeo aqui). Confesso que me custou levantar tão cedo, à minha família ainda mais, mas ter a oportunidade de partilhar algo que considero ser tão importante fez tudo isso valer muito pena. Isso e rever um casal que tanto estimo e admiro e que são um exemplo para mim!

Na quarta-feira tive oportunidade de rumar em direção a Pedrogão Grande, junto com cerca de 50 colegas meus, para ajudarmos na reflorestação plantando cerca de 1.000 medronheiros (podem ver a notícia aqui). Foi duro e divertido e fiquei com o corpo todo dorido do trabalho e a alma triste por ver tanta desolação, mas foi um dia que deu muitos frutos.

E pelo meio ainda contactei a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa para finalizar o processo de doação do meu corpo à ciência quando falecer. Porque é importante, porque os simuladores não substituem um corpo real e nós queremos médicos bem preparados para asistirem doentes reais. Também poderia doar orgãos, mas decidi enveredar por esta via.

E por toda a semana, em cada dia, esforcei-me por identificar oportunidades de dar: algum do meu tempo, algum dinheiro, uma mão... porque quando preciso também gosto de saber que alguém está aqui para mim, porque temos que nos ajudar uns aos outros, porque os seres humanos são interdependentes...

O que espero receber em troca? Nada. Em troca, absolutamente nada. Pois, se é dado é de graça. Faço questão de receber o meu salário pelo trabalho que desenvolvo e espero receber reconhecimento quando atinjo bons resultados, seja em que área for. Mas receber algo em troca, não espero nunca.

Por isso tudo o que recebo é sempre inesperado e motivo de grande alegria. Tudo. Seja uma t-shirt ou umas chouriças. Mas no final desta semana recebi algo que me deixou mesmo muito entusiasmada: a oportunidade de apresentar o tema "Women in DevOps" na conferência Agile Portugal, a ocorrer no próximo mês no Porto. Porque o tema continua importante e atual.

E por falar em dar, deixo-vos o endereço do recém-criado blog de alguém que é uma giver por natureza. Espreitem: https://dagaivotablogspot.blogspot.pt/ 

E que cada um procure nesta semana, mais oportunidades para darmos um pouco de nós aos outros a cada dia.


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