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Mudar de vida

por doinconformismo, em 19.08.13

Conheço pessoas que passaram ao lado de uma grande carreira e hoje consideram ser tarde demais para pensar nisso.

Conheço pessoas que vivem atormentadas com a simples ideia de irem trabalhar, porque simplesmente não gostam do que fazem.

Conheço pessoas que em nome da sobrevivência (que às vezes não é mais que uma capa para a ambição sem limites) põem em causa os seus princípios e valores.

 

Porquê?

 

É verdade que estamos numa época complicada e que não há bons empregos aos montes. Nem sequer empregos mais ou menos aos montes.

É verdade que Portugal não tem história de auto-emprego e que a maior parte de nós prefere trabalhar por conta de outrem do que correr os riscos de ter o seu próprio negócio.

E tudo isso são razões, mas será razão para pormos em causa a nossa felicidade e até os nossos princípios?

Preferimos ter o último smartphone, o último tablet, as roupas das melhores marcas mas vivermos infelizes e não-realizados? Eu não!

 

É claro que não há bela sem senão, nem todos os dias são perfeitos e nem sempre faço o que me apetece, mas de forma geral gosto do que faço, sinto-me realizada, gosto das pessoas com quem trabalho e (considerando como toda a gente que poderia ganhar mais) não me queixo do salário. E no dia em que não for assim, estou fora.

 

Porquê?

Porque trabalhadores competentes, honestos e confiáveis têm sempre lugar em boas organizações. E não quero trocar a minha felicidade e ainda mais a minha boa consciência por qualquer outra coisa menos nobre.

 

Como já cantava o outro: Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar

 

 

É tão bom ter amigos #1

por doinconformismo, em 18.08.13

Há uns dias fizemos 500 kms para repor uma coisa. Mas o que fomos repor não era tangível, não íamos entregar nem devolver nada. Íamos fazer uma pessoa feliz, o que dito assim tem tanto de intangível como de vago.

 

Quando chegámos, cercados de total surpresa com excepção dos nossos "cumplices", encontrámos um ambiente tão acolhedor, tão aberto, tão alegre (o mesmo ambiente que sempre temos quando estamos juntos e agora ainda mais descontraído pelo mês de férias em que nos encontramos) que (como sempre) nos foi difícil despedir.

 

E tudo isto apenas foi possível devido à ajuda de uma outra amiga que me substitui num compromisso, sabendo de tudo o que se estava a passar.

 

E no fim do dia uma coisa estava clara: tínhamos ido fazer uma pessoa feliz, mas estávamos tão felizes quanto ela.

O que seria de nós sem amigos com quem partilhar felicidade, momentos inesperados e até saudade?

Os amigos são a nossa família, não de sangue mas do coração!

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Café que nos salva

por doinconformismo, em 17.08.13

É difícil viajar durante muito tempo em locais onde não há café expresso ou o que há sabe a... coisas indizíveis.

A primeira vez que saí do país, tinha 18 aninhos e Londres não era o que é hoje, ressaquei com a falta de expressos decentes até decobrir um café em Picadilly que levava couro e cabelo por um, mas todo bem gasto só para desfrutar de um verdadeiro e saboroso expresso.

 

Na américa do sul é ainda mais paradoxal, o café oriundo destas paragens é bom, e até se vive nos primeiros dias com um café de saco cheio de aroma mas depois... falta o expresso. E depois de mesmo muitos dias, até um nespresso tirado nas máquinas num lobby de um qualquer hotel espanhol parece a maior maravilha de todos os tempos "olha, até têm ristretto"... ainda não acabei de dizer a frase e já percebi que preciso de regressar rapidamente à minha Lisboa...

"eu" ou "nós"?

por doinconformismo, em 16.08.13

Sempre percebi que um grande líder é o que é capaz de envolver toda a gente numa visão e levá-los, todos juntos, nesse caminho. É uma pessoa que não diz "eu" mas diz "nós", que percebe que todos temos um papel a desempenhar e o dele/dela pode ser o mais visível mas nem sempre é o mais importante.

 

A pessoa que sistematicamente diz "eu" é um chefe, que dá mais importância à hierarquia do que a outras coisas (potencialmente mais importantes) e que o que lhe importa é que ele/ela mande e alguém obedeça.

 

Nunca fui capaz de trabalhar com pessoas assim. E espero nunca me tornar numa pessoa assim. Se isso acontecer, por favor deem-me um tiro na cabeça. Ou um carolo, vá.

 

 

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Ainda sobre as prioridades

por doinconformismo, em 14.08.13

Escrevo este texto por causa de algumas perguntas que recebi e que me fizeram pensar.

 

Há quem sistematicamente consiga dormir apenas 4h por noite e assim fazer esticar o tempo de forma quase milagrosa. Eu não consigo. Tenho que dormir pelo menos 7h senão não consigo pensar. E por isso o sono tem que estar no topo das minhas prioridades, por isso tenho que programar o meu dia para que essas 7h de descanso existam.

 

O que me leva ao ponto da disciplina: se eu quero atingir um objetivo tenho que arranjar espaço para ele e isso obrigatoriamente significa não dar espaço a outras coisas que me dão prazer, que eu até gostaria de executar, mas que não tendo tanta prioridade não podem entrar. Mas tem que ser assim todos os dias? Claro que não, uma vez por outra posso quebrar a regra e fazer de forma diferente. É quase como uma dieta: se eu quero perder peso, sei que tenho que comer mais vegetais e frutas e menos doces e gorduras. Há algum mal em comer um pastel de nata de vez em quando? não, mas se esse "de vez em quando" se tornar tão frequente que acaba por ser a regra, alguma coisa está errada.

 

Não adianta pensarmos que conseguimos fazer tudo, temos que escolher o mais importante. Mais ainda, temos que nos disciplinar para que a meio da tarefa, quando a motivação é menor e outras coisas nos piscam o olho não deixemos o objetivo para trás. Caso contrário, não vamos conseguir levar nada até ao fim.

 

Disciplina, e muita. Foi o que me ajudou a fazer uma licenciatura enquanto trabalhava 10h por dia, e uma pós graduação e duas certificações já casada e com um filho pequeno.

 

Disciplina. Pagar o preço das decisões que se tomam, e levá-las até ao fim. Só assim atingimos metas, só assim chegamos onde sonhamos.

 

 

 

As prioridades da vida

por doinconformismo, em 13.08.13

Todos nos queixamos que não temos tempo para tudo o que queríamos. O que quer dizer que outras coisas estão a preencher o nosso dia.

 

Todos temos as mesmas 24h para utilizar mas cada um utiliza-as de acordo com as prioridades que tem. Por exemplo: eu não vou ao ginásio porque prefiro passar mais tempo com os meus filhos, no entanto ando a pé sempre que posso.

 

E se da próxima vez em vez de dizermos "não tenho tempo para isso" dissermos "não é uma prioridade"? Facilmente percebemos quais são (e quais não são) as prioridades na nossa vida e talvez até se torne evidente quais as mudanças que temos que fazer. São escolhas, e como em todas as escolhas, temos que viver com as consequências.

 

Por outro lado, para percebermos quais são as nossas prioridades basta analisarmos o que fazemos todos os dias.

 

Queremos mudar de vida? Então claramente alguma coisa na nossa rotina tem que mudar...

 

Decisões de ano novo

por doinconformismo, em 13.08.13

Não aguentava mais. Depois de mais de 8 anos sem atividade blogueira, tive que recomeçar. E nada melhor do que recomeçar logo a seguir às férias, para já ter o ritmo incorporado quando começarem os outros ritmos a sério lá de casa.

 

O que me leva ao tema de hoje: quando implementar as decisões de ano novo.

 

Todos nós queremos mudar algo nas nossas vidas e normalmente pensa-se nisso no final de um ano, para começar a fazer a 1 de Janeiro (normalmente, a 2 porque dia 1 ninguém tem energia suficiente para fazer o que quer que seja). Nada mais errado. Penso que seja por isso que tantas vezes as decisões de ano novo falham: porque em Janeiro já temos rotinas que duram há pelo menos 3 meses e são mais difíceis de quebrar.

Isto não tem só a ver com o chamado regresso às aulas, mas sim com o facto de o regresso de férias nos levar a uma vida que, quer queiramos ou não, integra uma rotina. Ora, se começamos com a rotina em Setembro ou Outubro faz sentido que as novas atividades sejam integradas nesse calendário nessa altura.

Até porque, convenhamos, as férias são muito mais convidativas para uma reflexão sobre a vida e as mudanças que queremos fazer do que o atarefado Natal ou Ano Novo.

 

Por isso, para todos os que estão a ir de férias ou a voltar e que trazem ideias novas para fazer, aqui fica o meu conselho: comecem agora.

 

Eu comecei este blog. Espero que se divirtam com ele tanto quanto eu!

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