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Já estamos em 2017?

por doinconformismo, em 02.01.17

Pior, já estamos no final do segundo dia.

Apressem-se os que ainda não fizeram o seu balanço ou que ainda não puseram em prática as suas novas resoluções. Daqui a nada a primeira semana vai acabar e, não tarda bada, o primeiro mês. Estou a exagerar? talvez não. No meio da agitação diária, em que estamos doentiamente cada vez mais ocupados, reparei que 2016 passou incrivelmente mais depressa que 2015. No campo da perceção, claro, pois 24 horas continuam a ser 24 horas.

Mas como fazer um balanço em condições se nem me lembro do mês passado, quanto mais do início do ano? na linguagem anglosaxónica, isso resolve-se com um journal. Um diário, ainda que não escrito diariamente, pode ser o auxiliar de memória correto para esta coisa que todos nós gostamos de fazer no final do ano: balanços. Desculpe-nos a contabilidade a linguagem abusiva.

E depois do balanço e de percebermos o que queremos mudar, o que fazemos? Resoluções de ano novo. Não todos nós (já expliquei aqui e aqui que as minhas resoluções são tomadas no início do ano letivo e porquê.) Mas quantas delas conseguimos colocar em prática? E dessas, quantas se mantêm para lá do primeiro mês?

Mais uma vez, os anglosaxónicos mostram-nos o que nos falta: planear. E planear com medidas suficientes para percebermos se estamos a chegar a algum lado ou não. Por exemplo, se quero perder peso, a minha resolução de ano novo pode não ser comer menos mas pesar menos. Quão menos? Se daqui a um ano pesar menos 1kg vou ficar satisfeita? ou 1kg por mês? isso é planear com objetivos mensuráveis, que a cada mês me permitem dizer se estou a trabalhar para os atingir ou não.

Então, um conselho para as vossas resoluções: ponham-lhes números à frente, números que façam sentido e que ajudem a perceber para onde queremos ir.

Mas como dizia lá atrás, eu não tomo resoluções nesta altura, o que não quer dizer que não reflita sobre o ano a terminar e, acima de tudo, tente perceber do que é que o ano vai ser feito. Continuando a lista que fiz aqui, se 2015 foi um ano de disciplina da minha vontade e 2016 foi um ano de paciência, de aprender a esperar pelos outros, 2017 parece vir a ser um ano de provisão, de sonhos concretizados para além dos melhores sonhos. Porque afinal de contas:

allgood.jpg

 

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Ainda sobre as prioridades

por doinconformismo, em 14.08.13

Escrevo este texto por causa de algumas perguntas que recebi e que me fizeram pensar.

 

Há quem sistematicamente consiga dormir apenas 4h por noite e assim fazer esticar o tempo de forma quase milagrosa. Eu não consigo. Tenho que dormir pelo menos 7h senão não consigo pensar. E por isso o sono tem que estar no topo das minhas prioridades, por isso tenho que programar o meu dia para que essas 7h de descanso existam.

 

O que me leva ao ponto da disciplina: se eu quero atingir um objetivo tenho que arranjar espaço para ele e isso obrigatoriamente significa não dar espaço a outras coisas que me dão prazer, que eu até gostaria de executar, mas que não tendo tanta prioridade não podem entrar. Mas tem que ser assim todos os dias? Claro que não, uma vez por outra posso quebrar a regra e fazer de forma diferente. É quase como uma dieta: se eu quero perder peso, sei que tenho que comer mais vegetais e frutas e menos doces e gorduras. Há algum mal em comer um pastel de nata de vez em quando? não, mas se esse "de vez em quando" se tornar tão frequente que acaba por ser a regra, alguma coisa está errada.

 

Não adianta pensarmos que conseguimos fazer tudo, temos que escolher o mais importante. Mais ainda, temos que nos disciplinar para que a meio da tarefa, quando a motivação é menor e outras coisas nos piscam o olho não deixemos o objetivo para trás. Caso contrário, não vamos conseguir levar nada até ao fim.

 

Disciplina, e muita. Foi o que me ajudou a fazer uma licenciatura enquanto trabalhava 10h por dia, e uma pós graduação e duas certificações já casada e com um filho pequeno.

 

Disciplina. Pagar o preço das decisões que se tomam, e levá-las até ao fim. Só assim atingimos metas, só assim chegamos onde sonhamos.

 

 

 

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