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Um disclaimer sobre a gratidão

por doinconformismo, em 25.01.14

Escrevi no post anterior o quão grata sou pelo privilégio que tenho.

 

Sim, gosto do meu emprego, da minha família e amigos, da minha igreja, da associação onde faço tudo o que posso para divulgar e dignificar a profissão da gestão de projetos.

E sim, trabalho muitas horas. Mas nunca recebi pagamento por horas extraordinárias. Na verdade, não vejo utilidade nisso a não ser para quem, em vez das horas de descanso, tem de estar de prevenção ou fazer trabalho noturno. 

 

Mas tudo isso não me tapa os olhos nem me afeta o discernimento, por isso sei ver o que vai mal. E quando vejo, tento mudar, influenciar, decidir na minha esfera de responsabilidade. Até não poder mais. Falo com as pessoas, ponho pessoas a falar com outras pessoas, procuro outros recursos para trazer para a causa e tudo o que me é possível fazer. Mas há sempre algo para além do meu controlo e que me desagrada, em especial quando denota incompetência ou falta de caráter. O que fazer? Mudar os outros, mudar-me a mim, mudar de sítio quando tudo o resto não funciona. Mas antes disso, há que saber duas coisas:

 

Primeiro que tudo, aquele que governa o universo não dorme. Na sua generosidade, não retira o que já deu, mas não dá mais quando há mau uso.

Segundo, gratidão e felicidade não são sentimentos, são decisões. E isso faz toda a diferença. Em vez de olhar para o que não tenho, para o que não gosto, olho para todas as pessoas e coisas maravilhosas que me rodeiam. Tenho que mudar? Às vezes sim, até para poder continuar a ser eu mesma. Mas isso não altera em nada a minha gratidão. Porque quando vejo tudo o que se passa à minha volta continuo a pensar que sou uma privilegiada.

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Ainda sobre as prioridades

por doinconformismo, em 14.08.13

Escrevo este texto por causa de algumas perguntas que recebi e que me fizeram pensar.

 

Há quem sistematicamente consiga dormir apenas 4h por noite e assim fazer esticar o tempo de forma quase milagrosa. Eu não consigo. Tenho que dormir pelo menos 7h senão não consigo pensar. E por isso o sono tem que estar no topo das minhas prioridades, por isso tenho que programar o meu dia para que essas 7h de descanso existam.

 

O que me leva ao ponto da disciplina: se eu quero atingir um objetivo tenho que arranjar espaço para ele e isso obrigatoriamente significa não dar espaço a outras coisas que me dão prazer, que eu até gostaria de executar, mas que não tendo tanta prioridade não podem entrar. Mas tem que ser assim todos os dias? Claro que não, uma vez por outra posso quebrar a regra e fazer de forma diferente. É quase como uma dieta: se eu quero perder peso, sei que tenho que comer mais vegetais e frutas e menos doces e gorduras. Há algum mal em comer um pastel de nata de vez em quando? não, mas se esse "de vez em quando" se tornar tão frequente que acaba por ser a regra, alguma coisa está errada.

 

Não adianta pensarmos que conseguimos fazer tudo, temos que escolher o mais importante. Mais ainda, temos que nos disciplinar para que a meio da tarefa, quando a motivação é menor e outras coisas nos piscam o olho não deixemos o objetivo para trás. Caso contrário, não vamos conseguir levar nada até ao fim.

 

Disciplina, e muita. Foi o que me ajudou a fazer uma licenciatura enquanto trabalhava 10h por dia, e uma pós graduação e duas certificações já casada e com um filho pequeno.

 

Disciplina. Pagar o preço das decisões que se tomam, e levá-las até ao fim. Só assim atingimos metas, só assim chegamos onde sonhamos.

 

 

 

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As prioridades da vida

por doinconformismo, em 13.08.13

Todos nos queixamos que não temos tempo para tudo o que queríamos. O que quer dizer que outras coisas estão a preencher o nosso dia.

 

Todos temos as mesmas 24h para utilizar mas cada um utiliza-as de acordo com as prioridades que tem. Por exemplo: eu não vou ao ginásio porque prefiro passar mais tempo com os meus filhos, no entanto ando a pé sempre que posso.

 

E se da próxima vez em vez de dizermos "não tenho tempo para isso" dissermos "não é uma prioridade"? Facilmente percebemos quais são (e quais não são) as prioridades na nossa vida e talvez até se torne evidente quais as mudanças que temos que fazer. São escolhas, e como em todas as escolhas, temos que viver com as consequências.

 

Por outro lado, para percebermos quais são as nossas prioridades basta analisarmos o que fazemos todos os dias.

 

Queremos mudar de vida? Então claramente alguma coisa na nossa rotina tem que mudar...

 

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Decisões de ano novo

por doinconformismo, em 13.08.13

Não aguentava mais. Depois de mais de 8 anos sem atividade blogueira, tive que recomeçar. E nada melhor do que recomeçar logo a seguir às férias, para já ter o ritmo incorporado quando começarem os outros ritmos a sério lá de casa.

 

O que me leva ao tema de hoje: quando implementar as decisões de ano novo.

 

Todos nós queremos mudar algo nas nossas vidas e normalmente pensa-se nisso no final de um ano, para começar a fazer a 1 de Janeiro (normalmente, a 2 porque dia 1 ninguém tem energia suficiente para fazer o que quer que seja). Nada mais errado. Penso que seja por isso que tantas vezes as decisões de ano novo falham: porque em Janeiro já temos rotinas que duram há pelo menos 3 meses e são mais difíceis de quebrar.

Isto não tem só a ver com o chamado regresso às aulas, mas sim com o facto de o regresso de férias nos levar a uma vida que, quer queiramos ou não, integra uma rotina. Ora, se começamos com a rotina em Setembro ou Outubro faz sentido que as novas atividades sejam integradas nesse calendário nessa altura.

Até porque, convenhamos, as férias são muito mais convidativas para uma reflexão sobre a vida e as mudanças que queremos fazer do que o atarefado Natal ou Ano Novo.

 

Por isso, para todos os que estão a ir de férias ou a voltar e que trazem ideias novas para fazer, aqui fica o meu conselho: comecem agora.

 

Eu comecei este blog. Espero que se divirtam com ele tanto quanto eu!

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