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O que é que se passa com os homens?

por doinconformismo, em 25.08.14

Pode ser um virus mas não está identificada a forma de contágio. Pode ter a ver com uma data de validade, mas não acontece a todos ao mesmo tempo. E felizmente não acontece mesmo a todos, mas parece que quando dá forte não há nada a fazer.

Estou a falar de traições e separações e outras confusões.

Sabemos que os homens pensam de forma diferente e reagem a estímulos diferentes. Sabemos que o conceito de "perto", "arrumar" e até "necessário" é completamente diferente em homens e em mulheres. Mas não consigo perceber o que é que um homem tem na cabeça quando está num relacionamento estável com a mulher da sua vida, às vezes até com filhos mais ou menos crescidos, e vai atrás de outro rabo de saia. Assim como também não consigo entender os homens que vendo que as suas mulheres trabalham fora de casa como eles e são incapazes de dividir as tarefas caseiras, ou sequer cuidar dos filhos. Mas esse tema deixo para outro dia.

 

Vamos imaginar um casal com dois filhos que trabalha fora de casa. O que sai primeiro ou está mais perto vai buscar as crianças ou não, elas já são suficientemente autónomas para ir para casa pelos seus próprios meios, nem que seja na carrinha do colégio.

Chegados a casa, há os banhos, há o jantar, há mais ou menos trabalhos de casa e preparar mochilas para o dia seguinte (em quanto disto participa o pai?). Há alguma conversa mais ou menos de circunstância, mais ou menos importante e a seguir todos se afundam num ecran retangular, seja TV, PC, tablet ou telemóvel. E assim chega a hora de ir dormir. E assim passam os dias.

 

E o homem quer algo diferente. Quer ação, quer entusiasmo. E não há, porque a vida em família é uma rotina. E sim, pode ser uma grande seca. E em vez de se esforçar e falar com o amor da sua vida, de tentarem encontrar uma solução juntos, porque têm uma vida juntos e porque se amam, em vez disso, começa a imaginar como seria se encontrasse outra pessoa, como seria se encontrasse outra vida... do pensar ao fazer vai um pulinho e algum tempo depois acontece alguma coisa com outro alguém que deita a perder 10, 20, 30 anos de vida em comum. Não é normal! E acham que as mulheres não vão descobrir? E o que acham que vai acontecer a seguir??

 

Eu não sou homem e não sei pensar no masculino, mas estas decisões intrigam-me. Acontecem porquê? "Já não há amor"? Ou há alguém fascinado pelo seu dinheiro e capaz de fazer tudo para lhe por as mãos em cima, até que acabe? Ou decidiram que não viveram suficientemente a vida quando eram mais novos e têm que o fazer agora? Ou acham que é uma chatice trabalhar em casa e por isso têm que arranjar quem trabalhe por eles?

 

E que dizer dos que se separam e andam a "viver a vida" enquanto as suas mãezinhas cuidam dos filhos deles e da roupa deles e da comida deles e de tantas outras coisas? Será que afinal eles não queriam uma mulher e sim uma mãmã?

De facto tenho uma amiga com uma teoria de que a culpa é das mães, não preparam os filhos para a vida e depois o resultado é este. Pode ser. eu tenho essa preocupação também, de não estragar os meus. Mas vendo outros exemplos de espécimes não "estragados" pelas mães, parece-me que a propensão genética está lá, pode é ser mais ou menos potenciada.

 

E passados meses, passados anos, o que é que acontece? Os meus caros amigos percebem que estavam melhor do que estão mas que na maior parte dos casos a mulher da vida deles lhes escapou por entre os dedos e acabam por ficar com alguém que nem de perto nem de longe é tão bonita, elegante ou interessante... quando ficam com alguém. E assim se estragam anos de vida e às vezes também as vidas dos filhos.

 

Um conselho aos meus amigos homens: antes que seja tarde demais e percam o amor da vossa vida, conversem. Trabalhem em conjunto para encontrar soluções, façam cedências, que não serão menos machos por isso. Entendam o ponto de vista das vossas mulheres e façam-nas entender o vosso. E quando chegarem àquele ponto em que não entendem nada, simplesmente amem-nas. Dá muito mais trabalho mas é infinitamente mais recompensador do que sair atrás de uma outra qualquer.

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ah, as férias!

por doinconformismo, em 03.09.13

Não há nada como as férias em setembro ou outubro, para quem pode. É verdade que os dias estão mais pequenos mas o tempo continua agradável e aquela confusão dos meses sem aulas já passou.

 

Já disse aqui que não gosto de confusões. E quando estou de férias ainda menos. São tão escassos os dias que temos para descansar (este ano ainda mais escassos, graças a reduções nas férias e nos feriados), que como recurso preciso que são têm que ser bem geridos! É por isso que gostamos de fazer férias em Setembro, os materiais escolares e outros dramas do género resolvidos, a vida organizada, resta-nos apreciar os últimos dias de dolce fare niente.

 

Há crianças, mas mais novas e em menor quantidade, há menos pessoas, menos gritos, menos espaço ocupado. Menor tendência para exagerar nos preços, menor tempo de espera por mesa para jantar, a mesma qualidade, o mesmo peixinho fresco, o mesmo sol maravilhoso que Portugal tem.

Há dúvidas?

 

Mesmo quando é necessário estar com um olho no que se passa no escritório porque lá a vida parece renascer em Setembro, e na mente estar já a planear todos os meses até ao Natal, não há nada como uma semana de férias (ou mais, para quem pode e quer nessa altura). Além de revigorante é rejuvenescedor, apaga toda a secura de um verão a trabalhar e outras securas que tais.

 

Aconselho vivamente!

 

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Regresso às aulas

por doinconformismo, em 02.09.13

Odeio confusões. Odeio estar em sítios a abarrotar de pessoas, especialmente quando mexem em tudo e se comportam como se o mundo fosse acabar nos cinco minutos seguintes. Por isso evito certas lojas e certamente várias promoções. E evito o regresso às aulas.

 

Se formos a ver bem, é tudo uma questão de planeamento, basta sabermos no final do ano letivo qual a lista de materiais para o ano seguinte. Inventariamos o que ainda existe e possa ser aproveitado, o que tipicamente dá para riscar uma ou duas coisas da lista, 3 se tivermos mesmo muita sorte, e a partir daí temos quase 3 meses para comprar o que precisamos. Custa menos se formos comprando aos bocadinhos, primeiro porque sai menos dinheiro cada mês e segundo porque não há confusões para comprar artigos de papelaria durante o verão.

 

E depois temos o online. Ah, a última maravilha da tecnologia, embora nem sempre a cadeia logística até à entrega em casa seja outra maravilha igual. Mas há vários sites onde é possível comprar online sem grandes sobressaltos e saber que a lista vai ser reduzida em mais umas quantas coisas.

A mesma coisa para os manuais: encomendam-se online com a maior antecedência possível e depois é só esperar. Em muitos casos até já é possível obter descontos na ordem dos 10%.

 

Só há um problema: enquanto a lista é meticulosamente reduzida, o material começa a acumular-se em casa e onde quer que punhamos aquela tralha toda, parece que está sempre a estorvar. E a apanhar pó e sei lá que mais.

Estou nessa fase neste momento. Hoje termino a lista de compras, mas gostava mesmo de saber onde pôr tanta coisa até à próxima semana!

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