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Somos todos Charlie?

por doinconformismo, em 08.01.15

Desde sempre que ouço que é impossível discutir convições no futebol, política e religião. E porque ouço isso? Porque até há 40 anos atrás não se podia falar abertamente de alguns destes temas? Ou porque não existia tolerância? E hoje, há?

Se quando alguém ataca o meu clube de coração, fico logo com vontade de lhe passar com um tanque de guerra por cima; se na política fervo assim que percebo que alguém não tem a mesma ideologia que eu; o que descrever então quando toca à religião?

A forma mais básica de comandar é uniformizar. Se formos todos iguais, basta reprimir quem é diferente. A história mundial dá-nos quantos exemplos quisermos, do império Romano aos grandes ditadores do século XX. Mas se olharmos um pouco mais (não é preciso ser muito) atentamente vemos também que há sempre quem resista, quem se recuse a ser formatado, quem combata o poder vigente.

Há quem o faça e seja um herói (como no filme Gladiador, ou como a Resistência Francesa ao poder nazi). Há quem o faça e seja o chato de serviço, o exemplo acabado de pain in the ass. O Charlie Hebdo cai neste último caso. Um tabloide que goza com tudo e com todos e a cuja sátira não escapa ninguém. Um jornal comparável ao Diabo. Que nem sequer é levado a sério. E então? Não tem também que ser tolerado a bem da liberdade de expressão?

Mas esta conversa não se aplica aos radicais islâmicos apenas. Será que quando os senhores do Charlie atacaram as crenças católicas não houve quem desejasse viver em plena Inquisição, só para lhes dar o que merecem?

Este é só um exemplo. No dia a dia lidamos com variadíssimas pessoas que não só não pensam como nós e não acreditam no mesmo que nós, mas ainda nos criticam e chegam até a irritar-nos por isso. Vamos fazer o quê? Tentar eliminá-los, ou aceitá-los?

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