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Pessoas que nos inspiram #2

por doinconformismo, em 15.01.15

Já falei aqui de pessoas que me inspiram pela forma como pensam, como agarram a vida pelos colarinhos e sorvem dela tudo o que faz sentido, até ao fim.

Hoje as minhas referências são pessoas que me inspiram pela forma como se dão a pessoas, como vivem um relacionamento nada pretensioso e nada religioso com Deus, pela forma como não se limitam a ficar no seu cantinho a fazer a sua cena mas fazem o que entendem que têm que fazer para que este mundo seja melhor.

Primeiro exemplo: A apresentadora e atriz Adelaide de Sousa Richardson que, juntamente com o seu marido, Tracy Richardson, apresentaram no ano passo o projeto Guerreiras de Portugal, que pretende sensibilizar o público para o tema do cancro da mama e para isso contribui um sem-número de testemunhos de mulheres que na primeira pessoa experimentaram esta luta (que nem de perto nem de longe se esgota no aspeto físico). Fica também aqui o link para o blog do Tracy, em inglês.

Brutal. Até podemos argumentar que as figuras públicas têm mais deveres e responsabilidades para com a sociedade. Podemos. Até podemos considerar que para alguém que conhece alguém é mais fácil fazer andar projetos deste género. Podemos. E podemos ater-nos a estas considerações. Mas será que é mesmo assim? Será que o tempo não passa mais depressa por haver sempre alguém a querer bisbilhotar a sua vida? Será que a tarefa hercúlea de criar e manter uma família unida não é ainda mais difícil e exigente nestes casos, roubando tempo e energia a outros projetos? Podemos ter a perspetiva que quisermos, mas no fundo há que agradecer à Adelaide e ao Tracy em primeiro lugar pelas pessoas maravilhosas que são mas também pelo contributo que dão ao nosso pequeno e lutador país.

Segundo e último exemplo do dia: O músico e autor Paulo Raposo, recentemente responsável pelo Instituto Canzion Lisboa em conjunto com a enorme Lídia Cardador. O Paulo é uma pessoa extraordinária, com um coração enorme como eu nunca vi. Nem sempre concordamos com as táticas, mas em geral estamos unidos na estratégia. Para mim sempre foi, é e será um privilégio tê-lo como amigo, pois (tendo defeitos como qualquer ser humano) representa o que de bom há neste mundo.

Um padrão sobressai tanto neste post como no anterior sobre o tema: embora sinta o maior respeito por personalidades como Aristóteles, Séneca, Einstein ou Winston Churchill cheguei à conclusão de que quem nos inspira são pessoas de carne e osso que conhecemos, com quem convivemos (muito ou pouco, mas convivemos) e que nos mostram que é possível mudar o mundo, cada um à sua maneira.

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