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Exercitar a massa cinzenta

por doinconformismo, em 12.05.16

Quando foi que deixámos de pensar pela nossa cabeça? Quando foi que deixámos de exercitar a massa cinzenta de que formos dotados?

Nunca como hoje tivemos tanta informação disponível. Mais do que disponível, acessível. À distância de um clique.

E nunca como hoje nos acomodámos a ver o que nos põem à frente dos olhos, a acreditar no que nos querem fazer acreditar, ao mesmo tempo que vemos os media a transformarem-se numa máquina maquiavélica de manipulação. E deixamos.

Deixamos pois. Vejamos alguns exemplos:

- vem a moda de que o leite faz mal. Vamos todos deixar de beber leite porque faz mal e vamos antes ingerir sementes de chia. Não estou a dizer que é má ideia, estou a dizer que é uma moda como outra qualquer. É certo que o processo de ultra-pasteurização do leite não o torna saudável, mas isso já é assim há muito tempo não é?

- vem um grupo de gente com processos abertos na justiça juntar-se para à viva força retirar a Dilma do poder. Ok, assumamos que o PT é corrupto. Mas que mais informação há hoje que não houvesse nas eleições? Eleições que o PT ganhou, já agora. E outra questão: o que leva tão boa gente a crer que os que se uniram no impeachment, não conseguindo formular uma acusação concreta, serão menos corruptos? porque o número de processos abertos não é isso que indica

- vejo multiplicarem-se artigos mais ou menos científicos, de gente mais ou menos respeitada, do que deve ser feito para um casamento de sonho, o que nunca deve ser feito na educação dos filhos, como combater a hiperatividade e mais um monte de temas que sendo bons temas, de virtuosa discussão, não são resolvidos com listas de "do's and don'ts". Que essas listas sejam boas para nos fazer pensar, ok. Mas os tomadores de decisões das nossas vidas devemos ser nós próprios.

Sim, a vida não depende exclusivamente de nós. Mas depende em boa parte. E ou nos mostramos capazes de tomar as nossas próprias decisões ou alguém (seja outra pessoa ou o acaso ou o que for) as tomará por nós. E nesse caso corremos o risco de chegar ao fim dos nossos dias concluindo que a vida que vivemos não era realmente a nossa.

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