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Ai a vida...

por doinconformismo, em 10.03.14

A vida é uma coisa maravilhosa, mas é para ser vivida. Não é algo que se possa emoldurar ou colocar numa gaveta como umas bolachas, que procuramos apenas quando temos fome. A vida é para ser vivida intensamente, devorada, pois quanto mais devoramos mais fome nos dá. E esta é a única forma de quando chegarmos ao fim do caminho e olharmos para trás, percebermos que deixamos um legado, que fomos responsáveis por alguma coisa, em vez de termos ficado à margem e deixarmos o mundo passar à nossa frente.

 

Há momentos em que a vida nos apresenta encruzilhadas com caminhos difíceis de escolher. Como ter a certeza do rumo a tomar? devo escolher a estrada tão direitinha e lisinha e tão bem asfaltada, ou o caminho de terra batida cheio de altos e baixos e buracos onde menos se espera? O que me pode ajudar a tomar a decisão? E depois de tomar a decisão, como posso determinadamente viver com as consequências, com os aspetos menos agradáveis do caminho?

 

Em boa verdade, ninguém sabe o suficiente para tomar uma decisão com 100% de certeza. Fazemos o melhor que podemos e seguimos pelo caminho que nos parece o mais adequado. Em certas alturas, tudo corre de feição, andamos depressa e às vezes parece que até voamos. Outras, surgem obstáculos pela frente e temos que arranjar forças para os ultrapassar. Mas nem sempre corre tudo bem ou tudo mal, por vezes parece simplesmente que nada acontece. Não só isso como cada passo se torna pesado, difícil, e nos deixa sem forças e esgotados. 

Por estas e outras razões há quem prefira não decidir, deixando a vida decidir por si.

Se há quem, determinado a tomar as rédeas da sua vida, segue a passos largos para o abismo por sucessivas más decisões também há quem, relutantemente ou até rejeitando qualquer responsabilidade, prefere deitar as culpas no acaso e assim vai vivendo, atirado de um lado para o outro conforme o vento ou a maré.

 

Isto é vida? Com certeza que a minha opinião sobre o que é a vida e sobre o que ela não é não é a visão suprema, é apenas uma opinião. Mas questiono de novo: isto é vida? Será que passados anos e anos, décadas, olhando para trás estas pessoas podem dizer efetivamente que viveram? Ou foram apenas apreciando (ou não) quadros na parede que alguém pintou por si? 

Podemos efetivamente viver sem tomar decisões, sem tomar um caminho, sem experimentar? Ou não passaremos de sujeitos passivos se assim for? Falo apenas por mim: na minha vida (e na dos que estão à minha volta) quero ser um sujeito o mais ativo possível!

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2 comentários

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De Paulo a 10.03.2014 às 23:57

Tens toda a razão! :)
Como pode alguém comer bem sem saber o que é a comida? Como pode alguém viver bem sem saber o que é a vida? É preciso estarmos abertos para aprender e para dar, partilhar, experimentar... :)
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De Paulo a 10.03.2014 às 23:58

Tens toda a razão! :)
Como pode alguém comer bem sem saber o que é a comida? Como pode alguém viver bem sem saber o que é a vida? É preciso estarmos abertos para aprender e para dar, partilhar, experimentar... :)

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