Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




O Natal, o ano novo e outras coisas do género

por doinconformismo, em 03.01.14

É Natal e a azáfama é grande. O trânsito caótico, gente que corre para todo o lado tratando de compras, presentes, festas, e tantas outras coisas.

É Natal e pus-me aqui a pensar que Deus mandou o Seu Filho nascer como homem para salvar uma humanidade perdida, mas a humanidade que eu conheço, 2.000 anos depois, parece escolher continuar perdida porque encontra todos os subterfúgios para não enfrentar a realidade, no Natal como na vida.

 

Comecemos pelo Natal. É o aniversário do bebé Jesus, mas que fazem as pessoas? Transformam-no na festa "da família", na festa "para as crianças", enchem os dias com uma demanda interminável por presentes, comidas, e tantas outras coisas para que a festa seja "em grande" quando na realidade o espaço que Deus ocupa nela é bem pequeno, para não dizer inexistente. 

 

Tal e qual como na vida. Como é possível que as pessoas assistam a reality shows de toda a ordem mas não sejam capazes de tomar conta da sua própria vida? Trocam a sua vida real por cenas televisivas e passam pela vida adormecidos. Ou passam a vida toda à espera que caia um raio cósmico que mude alguma coisa por artes mágicas. Vamos lá a acordar: isso não vai acontecer! Vamos nós tomar as decisões sobre a nossa vida em vez de ficarmos à espera que alguém o faça! Ok?

 

E depois, o ano novo. E todas as resoluções que vêm com ele, que são invariavelmente as mesmas porque ao fim de 3 meses já não estão a ser perseguidas e para o ano "é que é" - mais ou menos como o sporting... E aí começam as desculpas: a crise, a falta de tempo, a vida que não deixa.... e se em vez de resoluções utópicas em catadupa tivéssemos uma única decisão, na qual nos pudéssemos focar? Porque não vale a pena andarmos com ilusões: perder peso, poupar dinheiro e trabalhar menos são mudanças pesadas e que provavelmente só se conseguem fazer uma de cada vez.

 

E chegado o dia de Reis acabou tudo (provavelmente as resoluções de ano novo também) e lá continuamos com a vidinha de sempre, com os reality shows de sempre, com os problemas de sempre e com as desculpas de sempre! É talvez por isso que nos deixamos (des)governar por uns quaisquer, e não falo apenas do governo ou do presidente da república, a todos os níveis e em todos os lugares se observa isto!

 

Isso não é para mim. E não devia ser para ninguém. Por isso uma boa resolução este ano poderia ser ver menos a vida dos outros e exigir mais dos que estão em posição de liderança. Que tal?

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever newsletter



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D