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Ligados ao mundo ou tecnologico-dependentes?

por doinconformismo, em 28.09.13

Esta semana fiquei sem telemóvel. Deixei-o no assento do táxi que me levou ao comboio, e quando dei pela falta dele tive que decidir se voltava atrás, perdendo aquele comboio e chegando atrasada ao compromisso que me esperava, ou se ia assim mesmo e quando lá chegasse tentaria falar com o motorista.

Escolhi a 2ª... mas nessa altura já o telemóvel estava noutro lugar qualquer. Devo dizer sem qualquer sobranceria que o meu telemóvel é um smartphone e portanto eu utilizo-o para muito mais do que simplesmente falar ao telefone e trocar mensagens.

 

E assim, ao mesmo tempo tempo que pensava "ok, é só um telefone, antes isto que uma perna partida" comecei a notar alguns sintomas típicos de um vício que não nos quer deixar. Pior, como passei o dia todo fora de Lisboa, não dispunha propriamente de um telefone ali ao lado o que quer dizer que mesmo as funções básicas não foram cumpridas... e notei o quanto ansiosa fui ficando. 

Mas nesse dia à noite percebi que não era tanto a falta da tecnologia propriamente que me enervava, e sim a necessidade de mudar rotinas. Por exemplo, antes de dormir vejo sempre os e-mails e passo no facebook para ver as novidades. Nessa noite ou ligava o PC ou nada feito. E como despertar no dia seguinte se o meu fiel despertador (o telefone) não estava lá?

Foi aí que eu percebi. Não era um qualquer vício que me estava a atormentar, era sim um conjunto de rotinas utilizadoras do telefone que não podiam ser executadas da mesma forma... ou não podiam ser executadas de todo. E isso sim, estava a desassossegar-me.

 

Eu e o meu marido "emprestadémos" alguns equipamentos que tínhamos em casa, e ainda nos sobraram um ou outro, mas logo por azar os que tínhamos em casa não funcionam - vão já diretos para a amb3e. As pessoas que estão a usar esses equipamentos dispuseram-se de imediato a entregar-mos apesar de lhes fazerem falta (são uns amores!), mas felizmente tenho acesso a outros recursos e amanhã um querido amigo vai emprestar-me um equipamento até que venha outro novo.

 

Mas o que quero aqui frisar é que estas peças de tecnologia, utilizadas num frenesim no que à primeira vista parece um vício, na prática são mesmo ferramentas muitíssimo úteis de produtividade. Sem elas, andamos mais devagar e não fazemos tudo o que precisamos. Sem elas, sem dúvida a nossa vida não seria tão confortável.

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