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Serei só eu?

por doinconformismo, em 12.09.13

Pergunto-me se sou só eu que ando cansada disto ou se esta é a ordem normal das coisas. Tenho vários amigos, bons técnicos, competentes,  a recibos verdes que nem recebem subsídios nem têm seguros. Tenhos várias amigas professoras e educadoras, a quem eu confiaria a educação dos meus filhos sem pestanejar e que, como todos os anos, ainda não conhecem o seu destino. Conheço vários bons profissionais, qualificados, em situação precária ou que, com um emprego seguro, não estão felizes porque não se sentem realizados ou não estão no patamar de desenvolvimento em que gostariam de estar mas simplesmente não há oportunidades em lugares mais acima para que eles possam crescer. Vejo empreendedores que tiveram que parar o que faziam porque simplesmente não haviam condições para continuar. Isto é normal?

 

Pergunto-me se sou só eu que acho que há qualquer coisa que não está bem. Vejo as pessoas distraídas, sem foco, cansadas sem saberem porquê, a não darem atenção ao que realmente merece a sua atenção, a tratarem mal os que lhes estão mais próximos porque a vida lhes corre mal. E a alguns corre francamente mal todos os dias. Vejo notícias de que há crianças doentes, internadas em hospitais por causa da fominha que passam. Notícias no nosso próprio país que mostram que os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos são violados todos os dias. E ninguém parece preocupar-se com isso ou quando alguém se levanta fica sempre a suspeita do que é que haverá a ganhar com esta posição.

 

Pergunto-me se sou só eu que quero um mundo diferente. Onde cada um possa ser autêntico, possa ser de confiança e ter confiança nas pessoas e no futuro, onde cada um possa ter um emprego/curso/negócio à sua medida. Onde cada um tenha os meios de subsistência para si e para os seus. Onde as autoridades e os governantes façam o seu trabalho. Onde ataques de cólera para com o próximo não tenham razão de existir.

 

Não me parece demais. Decerto há muito tempo que muitos se preocupam com as gerações seguintes, mas não sei se não assistimos hoje a um desprezo total pelas gerações que ainda não chegaram.

A Terra não é nossa, não podemos controlar o planeta nem o que vem a seguir, mas podemos controlar o que fazemos e as suas consequências.

Não desejo mais do que isso. Serei só eu a fazê-lo?

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