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Será que aprendemos com os erros?

por doinconformismo, em 26.08.13

Hoje pediram-me para escrever sobre este tema (uau, com duas semanas de blog e já tenho um programa de discos pedidos!): Será que somos capazes de efetivamente aprender com os erros ou limitamo-nos a perpetuá-los?

 

Dizem que uma pessoa inteligente aprende com os seus próprios erros, e que uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros. Tendo a concordar. Mas e quando estamos a falar de grupos, organizações e até nações? Porque razão se diz que a história se repete, que o povo tem memória curta e tudo o mais?

 

Aprender individualmente ou num grupo pequeno dá trabalho, mas é possível. Cometemos um erro, analisamos onde falhámos e de que forma podíamos fazer diferente, extrapolamos para o que fazer da próxima vez e já está. Se queremos aprender com os erros dos outros dá ainda mais trabalho - obriga a observação incessante e análise constante.

 

E quando a dimensão cresce? como podemos disseminar as conclusões por todos, ou como podemos combater a tentação de pôr a culpa no vizinho do lado, ou até como perceber se o que está a ser comunicado é o resultado da análise pura e dura dos acontecimentos ou se é uma tentativa de alguém para se usar ou sobrepor a outro alguém?

 

Se os seres humanos são capazes de aprender com os erros, as organizações sejam quais forem (um grupo de amigos ou com interesses comuns, uma família, uma empresa) também deverão ser. Mas para isso tem que haver vontade e mecanismos que passem aos outros essa informação. E aí Portugal está francamente atrasado.

 

Primeiro, no assumir dos erros. Nós Portugueses não gostamos de assumir as responsabilidades, de dizer que errámos, não nos está no sangue. Se não o assumimos, como podemos analisá-lo? E pior, como podemos passar essa informação para que outros não cometam os mesmos erros?

 

E se não se assume os erros, como é possível criar mecanismos de prevenção? Pois, não é. E é por isso que vemos tantas vezes homens e mulheres inteligentes a cometer erros uma e outra e ainda outra vez.

 

Mudar mentalidades precisa-se.

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