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Destralhar (em casa e na vida)

por doinconformismo, em 23.08.13

Vivemos com coisas a mais. Temos coisas a mais em casa, que nunca usamos mas que guardamos porque são bonitas ou porque nos trazem recordações especiais ou porque "ainda podem vir a dar jeito".

Mas vá lá, vamos ser honestos: quantas vezes as usamos ou sequer olhamos para elas? Se calhar temos um monte de tralha encaixotada e com o passar do tempo nem nos lembramos já o que temos!

 

De mês para mês vivo com maior desconforto com as coisas que temos e não usamos. E tomei uma decisão: vou dar tudo. TUDO! e se ninguém quiser, vou deitar fora. Até os meus livros da faculdade, que ainda andam lá por casa a fazer não sei muito bem o quê, vão sair muito rapidamente.

Vou fazer o mesmo em parceria com os meus homens, que também guardam tudo e mais alguma coisa. Convencê-los. E se for preciso, obrigá-los.

 

tralha

 

Mas esta é a parte fácil. O difícil é destralhar a nossa vida, o nosso coração. E claro, a nossa mente. Vivemos diariamente com peso a mais, espaço ocupado por tralha na nossa agenda, na nossa vida inteira, espaço que podia estar a ser ocupado com novas experiências e novos saberes. Ou simplesmente com o prazer de não fazer nada. Arrastamos tarefas simplesmente porque não sabemos dizer que não, porque achamos que é assim que deve ser ou simplesmente porque sempre foi assim e nunca nos demos ao trabalho de mudar.

 

Para não falar de sentimentos. Há quem arraste diariamente uma carga tão pesada de preocupações, tristezas, arrependimentos, que se pudessem ser pesados mostrariam toneladas. Arrastar toneladas dia após dia não é viver, é um verbo qualquer situado entre o sobreviver e o simples existir. Coisas que ficam por dizer ou fazer, palavras ditas em momentos de fúria, situações não resolvidas às vezes há anos, às vezes há décadas...

 

E o esforço e energia que tudo isto consome! Já pensaram que é muito mais rápido manter uma casa sem tralha limpa e arrumada? e que exige muito menos energia? E não é assim também com a nossa agenda? No campo dos sentimentos então, preocupações ou situações não resolvidas podem ser autênticos buracos negros que sugam toda a nossa energia, não deixando sequer um bocadinho para gerirmos o nosso dia-a-dia, quanto mais para um sorrisinho.

 

É por isso que esta minha decisão de destralhar não começou pela casa, por muito desconforto que ainda me cause. Começou pela agenda e por mim própria, isso sim. A casa, o guarda-roupa e até o tamanho da minha mala vem por arrasto.

 

É mais do que tempo de vivermos livres e leves, e para isso temos que nos livrar do que nos faz mal ou simplesmente nos atrapalha.

E nada melhor do que um fim de semana à porta para metermos mãos à obra. Bora lá?

 

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