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Chuva

por doinconformismo, em 28.02.16
Vejo a chuva a cair. Grossas gotas. Pequenas poças que se vão formando e alargando, tornando-se maiores até formarem rios.
E o céu negro e aquelas gotas grossas e geladas a cair.

E depois o sol. Os tímidos raios ao incidir sobre a superfície molhada formam pequenos arcos-íris. E tudo molhado, tudo lavado, brilha sob a sua luz. Não seria possível reluzir assim senão depois da chuva que caiu.

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Dia do amor

por doinconformismo, em 14.02.16

Cá em casa não damos muita importância ao dia dos namorados. É um dia banal, pois é de todos, e o nosso dia é em setembro.

Uma refeição um pouco mais elaborada, uma pequena lembrança para assinalar o dia, e está feito. O melhor de tudo mesmo é que, calhando a um fim de semana, podemos realmente desfrutar da companhia um do outro. E dos filhos, claro, que nunca saem de perto. E descansar. Hoje finalmente descansamos de tudo o que têm sido os últimos meses, hoje desfrutamos da presença um do outro a fazer... nada. 

E bem precisamos. Nesta vida sempre a correr, em que estamos sempre ligados, supostamente sempre a produzir, há que parar de vez em quando, equacionar, ganhar forças, pois um novo ciclo está quase a começar. E nada melhor que o enfrentar de peito aberto e coração cheio.

Para todos os que estão casados ou sozinhos, namorando ou com amigos, o que é realmente importante é isto: que quando estamos sozinhos connosco próprios gostemos da companhia. Esse é o primeiro passo para a felicidade, gostarmos da pessoa que somos e trabalharmos para cada vez mais sermos uma pessoa com quem gostamos de estar. É este o segredo que hoje partilho convosco.

Feliz dia do amor!

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Novos livros

por doinconformismo, em 09.02.16

Novo capítulo se abre neste blog, relacionado com lançamentos de novos livros.

Não sentia tanto entusiasmo desde o lançamento do primeiro livro da Rute Sousa Vasco, há sensivelmente 4 anos, intitulado "A sorte dá muito trabalho". O seu lançamento foi na livraria Almedina do Saldanha e eu tinha tudo preparado para ir mas um imprevisto qualquer impediu-me de estar lá para apoiar a minha amiga... que entretanto lançou outro livro (cuja 1ª edição esgotou), intitulado "Banco Bom, Banco Mau". Aguardo ansiosamente o terceiro e até lá vou lendo os seus textos no blog e também no sapo24.

Mas eis que outra amiga se lança no campo da literatura, desta feita totalmente longe da economia. "A borboleta vermelha", da Helena de Sousa, será lançado esta quinta-feira no clube literário do Chiado. Daqui lhe desejo muita sorte, e que este seja o primeiro de muitos!

A borboleta vermelha - convite.jpg

 

 

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Dar à luz

por doinconformismo, em 07.02.16

Há momentos tão intensos e profundos que não nos permitem encontrar palavras à altura. Alguns deles são os momentos em que damos à luz.

Sejam bebés ou novos projetos tornados realidade, o padrão é idêntico. Falo com conhecimento de causa, depois de duas crianças e mais projetos bem sucedidos do que aqueles que consigo contar.

Primeiro, a antecipação, a conceptualização ainda antes que se consiga ver alguma coisa. O tentar, por palavras ou esquemas, mostrar o que está a ser pensado. Depois, a evolução lenta e muito esforçada. Será que vamos mesmo conseguir o resultado final? Será que não nos estamos a esquecer de nada? E será que o resultado final é o esperado?

Por vezes, o cansaço a querer vencer. O sentimento de que estamos sozinhos ou que temos uma maior carga em cima dos ombros - o que pode até ser verdade - o que nos traz dúvidas e até vontade de desistir.

Mas desistir é para os fracos e quando voltamos a fazer contas ao tempo, já está quase. Tão quase que nos custa esperar, por vezes ansiosos por que o tempo chegue, por vezes preocupados por haver ainda tanto a fazer em tão pouco tempo, por vezes ainda assoberbados com mudanças de ultima hora, que chegam a colocar tudo em risco.

Mas o dia tão aguardado então chega, depois de muito trabalho e muitos nervos, muitas olheiras e unhas roídas, e tudo o que podemos fazer é contemplar a obra-prima que ajudámos a criar.

Quando olhamos para um bebé perfeitinho (e feio como todos os recém-nascidos), acabadinho de sair do ventre, não podemos deixar de chorar e agradecer.

Quando olhamos para um projeto vivo, algo com o potencial de mudar o mundo (pelo menos o nosso), não há muito que possamos dizer. Recordamos como foi que viémos aqui parar. Como fomos loucos o suficiente para acreditar e colocar mãos à obra. Todas as vezes que pensámos não ser capazes por ser algo muito maior do que nós. E contemplamos, certos de que ainda iremos demorar a assimilar todas as peças.

Acabada de dar à luz, ainda convalescente, assim estou. Contemplativa e imensamente grata. Tentando não me esquecer de todas as peças importantes e projetando já os próximos passos, o próximo projeto de que irei engravidar.

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