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Há esperança para a humanidade

por doinconformismo, em 30.01.15

Um destes dias não tive tempo para almoçar e comi rapidamente uma sopa ao balcão de uma pastelaria de Lisboa.

Não havia muito movimento pois a hora de almoço já tinha passado e não estavam mais do que três pessoas naquele balcão a serem atendidas. Foi quando reparei numa senhora, com idade suficiente para estar reformada, bebericando um copo de leite. Por alguma razão aquela imagem tocou-me e pedi ao moço do balcão para colocar o seu copo de leite na minha conta. Não é algo que faça todos os dias mas costumo fazê-lo regularmente. Nunca irei enriquecer, bem sei, mas não fico mais pobre por pagar um copo de leite a mais, e bem se percebia que para a senhora faria muita diferença.

O moço ficou espantado com o meu pedido mas mais espantada fiquei eu quando ele me disse que o leite já estava pago. Nunca me tinha acontecido tal coisa. Não vi anjos a cantar nem uma luz especial naquele lugar, nada. O tempo não parou e a vida continuou a decorrer exatamente da mesma forma. No entanto, algo mudou.

O que foi que aconteceu? Naquele dia fiquei a acreditar um pouco mais na minha espécie.

Enquanto houver atos de bondade assim, enquanto houver entreajuda, há esperança.

Ao ver os crimes de violência doméstica a terem finalmente o castigo e o destaque necessários, há esperança.

Enquanto houver atos diários de solidariedade, por mais pequenos que sejam, como um sorriso ou um abraço, e sem esperar nada em troca, há esperança.

Vamos lembrar-nos diariamente de sorrir, de ajudar, de encontrar novas formas de fazer acontecer, sem interesses escondidos.

Vamos lembrar-nos diariamente de fazer esta esperança crescer! 

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Hoje é dia de recordar... e raciocinar

por doinconformismo, em 27.01.15

Faz hoje 70 anos que os russos entraram em Auschwitz. Faz hoje 70 anos que foi desnudado o expoente máximo da crueldade e desumanidade subjacente a todo o III Reich e territórios ocupados. Começou com os discursos inflamados de ódio, continuou com as Leis de Nuremberg de 1935 em que excluía os judeus da sociedade civil e culminou com o genocídio deste povo mas não só, que começou ainda antes da Segunda Grande Guerra e só parou, a custo, com a vitória dos Aliados.

Mas isto todos nós sabemos. É da história. Agora: porque é que todo o ódio de Hitler recaía sobre os judeus e apenas era parcialmente partilhado com os comunistas? E porque recebeu tantos apoiantes? Porque numa altura em que o povo passava fome, em que havia miséria por toda a Alemanha, em que o trabalho rareava e o país se via em crise profunda há mais de uma década, o povo judeu florescia. Donos da maior parte do comércio, agiotas, proprietários de grande acervo cultural - e de ouro, muito procurado pelas forças nazis - eram o inimigo ideal para apresentar ao povo. 

Este ódio, não sendo inédito não era também exclusivo. E se vamos recordar, então recordemos todos os outros perseguidos e chacinados no mesmo período: comunistas (os únicos opositores ideológicos de Hitler), ciganos, homossexuais, deficientes. E não foi assim também nos regimes de Moussolini, Franco, Salazar e as suas polícias políticas? (Se bem que estes três foram meninos do coro comparados com o Führer)

 

E se vamos recordar, recordemos que em todos os grupos extremistas existe um fundo idêntico ao descrito no Mein Kampf, seja o caso do Estado Islâmico ou dos ultra-radicais de direita. E já agora, recordemos também que onde há instabilidade, fome e miséria, desaparece a cultura e cresce a xenofobia e a intolerância. Recordemos, antes que sejamos levados a vivê-lo.

 

Em 2007, entrou em vigor uma lei sancionada pela União Europeia (UE) que pune com prisão quem negar o Holocausto. Em 2010, a UE também criou a base de dados europeia EHRI (em inglês: European Holocaust Research Infrastructure) para pesquisar e unificar arquivos sobre o genocídio. A Organização das Nações Unidas (ONU) homenageia as vítimas do Holocausto desde 2005, ao tornar 27 de janeiro o Dia Internacional de Recordação do Holocausto, por ser o dia em que os prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz foram libertos. (fonte: wikipédia)

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Que estilo de vida é este?

por doinconformismo, em 24.01.15

É estranho que apenas a violência nos países ricos ou supostamente civilizados arranca manifestações nas ruas ou comentários nos media.

É estranho como a morte de 12 pessoas em Paris fez correr tanta tinta e gastar tanto latim mas a morte de 2000 pessoas na Nigéria ou a violenta utilização de uma menina de 10 anos como bomba pouco mais arrancou do que um ai. Ou o ultra-violento castigo decretado sobre o blogger na Arábia Saudita que apenas por ter criticado o Islão terá de suportar um milhar de chicotadas, sem sequer se saber se resistirá às primeiras 50.

É estranho como há países inteiros a serem dizimados mas no dia a dia nem nos lembramos que esses países estejam no mapa.

É estranho como pessoas comuns são tão facilmente mobilizadas para uns propósitos e tão dificilmente para outros.

Mas que dizer então de pessoas com crenças assumidas?

Pessoas que acreditam em Deus e durante anos anunciam a sua crença mas em modo S. Tomás ("olha para o que ele diz e não para o que ele faz").

Pessoas e até comunidades que acreditam em Deus mas não tiram um minuto do seu tempo para lembrar os cristãos perseguidos pelo mundo fora, dizimados, torturados, a viver com medo porque não renunciam à sua fé.

E aqui nos países ocidentais onde também há problemas sim, mas em perspetiva talvez sejam bem menores, cada um olha para o seu umbigo e segue a sua vidinha como se tudo o resto não existisse. Que estilo de vida é este? Quando é que vamos ver a solidariedade a funcionar?

Vamos mudar isto hoje! Vamos lembrar-nos que a vida do nosso semelhante tem tanto valor como a nossa. Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para sermos corretos com todos, valorizarmos todos! O que é que já fizeste hoje para valorizar alguém?

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O melhor transporte do mundo

por doinconformismo, em 22.01.15

Esta é uma discussão recorrente no meu local de trabalho.

Há quem defenda que o bike to work day deve ser todos os dias, mais ou menos como o Natal. Há quem não prescinda do seu carrinho nem que seja para fazer 5 Km.

Vamos ser razoáveis? Lá em casa é assim: eu saio de manhã, vou pôr os miudos à escola, trabalho no meio de Lisboa mas na maior parte dos dias saio a horas indizíveis. Para mim pelo menos torna-se evidente de que sem carro perco muito tempo em transportes por isso, uso carro. O meu marido faz 35Km diários ou mais, para fora de Lisboa numa zona onde os transportes são difíceis. Sim precisa de carro.

Portanto são 2 carros lá em casa, são. E pondo de parte a pegada ecológica, que sinceramente não me tira o sono, são dois mealheiros sempre a pingar. Como em todas as situações, para podermos ter carro não temos outras coisas, nem sempre vamos de férias para onde queremos e por aí fora. São opções como quaisquer outras.

Tenho colegas que mesmo morando fora de Lisboa, sempre que podem vêm de bicicleta para o trabalho. Não poupam tempo mas nem sempre gastam muito mais tempo do que vindo de transportes ou mesmo de carro, poupam seguramente bastante dinheiro, trabalham a sua forma física e sentem-se bem consigo próprios por estar a deixar um ambiente melhor.

E depois também andam de bike ao fim de semana. Mas atenção: lá em casa também há quem ande de bike ao fim de semana. E aqui entra algo que todos podemos fazer para melhorar o ambiente e para ajudar os outros a melhorá-lo também: apoiar a construção de ciclovias.

Eu sou a favor de ciclovias. Lisboa ficou muito mais bonita e funcional a partir do momento em que as ditas cujas começaram a aparecer. E já que o pessoal gosta de passear de bike pelos mesmos sítios que os carros, que hajam condições para tal.

O meu amigo Nuro tem este blog onde iniciou uma campanha pela construção de uma ciclovia no percurso Alfragide>Lisboa. Não é preciso andar de bike todos os dias, nem sequer é preciso andar de bike para ver que há uma zona no percurso que está particularmente perigosa. E também não é preciso andar de bike para poder ajudar (pelo menos enquanto não nasce uma ciclovia ali mesmo!), basta seguir as instruções que estão neste post.

Eu já o fiz e gostava que todos os que leem este post o fizessem. Por favor. São 2 minutos.Este é o meu presente de aniversário antecipado para o Nuro, e a vossa ação é um presente para a Grande Lisboa e todos os que utilizam estas vias. O Nuro agradece. Eu agradeço. Lisboa ainda mais!

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Poema de metro e meio

por doinconformismo, em 20.01.15

Um metro e meio de altura e um olhar sonhador

Coração grande como o mundo, cala no mais profundo

Um tão profundo calor

 

Quem olha à primeira vista nada parece apelar

Um metro e meio de gente que apenas aparentemente

Tem supérfluo o olhar

 

Ao olhar segunda vez há algo que sobressai

Em vez de sentida dor confunde-se com torpor

Um sorriso que atrai

 

Olha-se ainda outra vez sem poder acreditar

As lutas não valem nada ao longo de uma jornada

Em que a fé fala mais alto e toma o coração de assalto!

Assim se pode provar

Que num metro e meio de gente se vive mais completamente

Do que em qualquer outro formato pois quase no anonimato

É-se livre para amar!

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Charlie de novo

por doinconformismo, em 19.01.15

Tenho que falar de novo do Charlie Hebdo e do que se tem passado em França nestes últimos tempos. Tenho que falar porque anda muita gente por aí a dizer que os sobreviventes do jornal têm é que estar quietinhos e mansos para que não haja mais violência.

Ora, vamos ver as coisas em perspetiva: o Charlie Hebdo é um pasquim, um tablóide comparável ao jornal O Diabo ou coisa que o valha. Ok? Depois, se há coisa que os senhores já mostraram ser é coerentes na falta de respeito. Não há respeito por nada nem ninguém e tudo serve para fazerem paródia.

Tendo dito isto, que eu saiba a falta de respeito nunca foi razão lícita para matar ninguém. É como dizer que um homem tem o direito de bater numa mulher porque ela "lhe chateia a cabeça" em demasia. Não se bate às mulheres... a não ser que elas mereçam. Uau. E quando apanham, a solução é ficarem mansas para não voltarem a apanhar. Certo?

Errado. Nada mais errado, mesmo. Nada desculpa a falta de respeito dos senhores do Charlie, mas depois deste ataque a última coisa a fazer é ficarem quietinhos e deixarem o medo instalar-se. Porque olhando para a Nigéria, e sim há tantos olhos postos em 12 pessoas mortas em Paris mas tão poucos colocados nas mais de 2000 pessoas mortas só em ataques recentes, porque todo aquele país está a ser destruído aos bocadinhos. Sim, olhando para eles pergunto: o que foi que fizeram para merecer tamanho massacre? Será que morreram em vão? Por isso, meus senhores, este é o momento para dizer não ao medo, e de mostrar que continua a haver um mundo livre e que não se deixa governar pelo terror. Há quem o faça com manifestações, há quem o faça seguindo uma vida ousada. Mas decerto não quereremos ficar mansos e quietos para um dia vir a descobrir que não só não há segurança, porque de facto nunca houve, mas também deixou de haver liberdade!

"Quem prescinde da liberdade essencial para garantir uma pequena segurança temporária não merece nem a liberdade nem a segurança" - Benjamin Franklin (Those who sacrifice liberty for security deserve neither)

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Pessoas que nos inspiram #2

por doinconformismo, em 15.01.15

Já falei aqui de pessoas que me inspiram pela forma como pensam, como agarram a vida pelos colarinhos e sorvem dela tudo o que faz sentido, até ao fim.

Hoje as minhas referências são pessoas que me inspiram pela forma como se dão a pessoas, como vivem um relacionamento nada pretensioso e nada religioso com Deus, pela forma como não se limitam a ficar no seu cantinho a fazer a sua cena mas fazem o que entendem que têm que fazer para que este mundo seja melhor.

Primeiro exemplo: A apresentadora e atriz Adelaide de Sousa Richardson que, juntamente com o seu marido, Tracy Richardson, apresentaram no ano passo o projeto Guerreiras de Portugal, que pretende sensibilizar o público para o tema do cancro da mama e para isso contribui um sem-número de testemunhos de mulheres que na primeira pessoa experimentaram esta luta (que nem de perto nem de longe se esgota no aspeto físico). Fica também aqui o link para o blog do Tracy, em inglês.

Brutal. Até podemos argumentar que as figuras públicas têm mais deveres e responsabilidades para com a sociedade. Podemos. Até podemos considerar que para alguém que conhece alguém é mais fácil fazer andar projetos deste género. Podemos. E podemos ater-nos a estas considerações. Mas será que é mesmo assim? Será que o tempo não passa mais depressa por haver sempre alguém a querer bisbilhotar a sua vida? Será que a tarefa hercúlea de criar e manter uma família unida não é ainda mais difícil e exigente nestes casos, roubando tempo e energia a outros projetos? Podemos ter a perspetiva que quisermos, mas no fundo há que agradecer à Adelaide e ao Tracy em primeiro lugar pelas pessoas maravilhosas que são mas também pelo contributo que dão ao nosso pequeno e lutador país.

Segundo e último exemplo do dia: O músico e autor Paulo Raposo, recentemente responsável pelo Instituto Canzion Lisboa em conjunto com a enorme Lídia Cardador. O Paulo é uma pessoa extraordinária, com um coração enorme como eu nunca vi. Nem sempre concordamos com as táticas, mas em geral estamos unidos na estratégia. Para mim sempre foi, é e será um privilégio tê-lo como amigo, pois (tendo defeitos como qualquer ser humano) representa o que de bom há neste mundo.

Um padrão sobressai tanto neste post como no anterior sobre o tema: embora sinta o maior respeito por personalidades como Aristóteles, Séneca, Einstein ou Winston Churchill cheguei à conclusão de que quem nos inspira são pessoas de carne e osso que conhecemos, com quem convivemos (muito ou pouco, mas convivemos) e que nos mostram que é possível mudar o mundo, cada um à sua maneira.

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Poema de 5 linhas

por doinconformismo, em 14.01.15

Não costumo escrever poesia aqui, mas esta foi uma "encomenda" especial a que acedi com todo o gosto. 5 linhas apenas e tanto para dizer:

 

A vida é uma estrada suja e cheia de buracos, com uma paisagem inigualável e uma cor sem par

Para ser percorrida com a melhor companhia, quem valha a pena e digno se achar

Quem nos faça ver belos pormenores, sentir mesmo sem ver, saber saborear

Nesta Companhia de um coração só, antes que a estrada se desfaça em pó, família e amores, amigos também

Mas amigos há que são melhores que irmãos, apenas nascidos de diferente mãe

 

Dedicado a Ana Cristina Raposo

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Mau feitio #2

por doinconformismo, em 13.01.15

Já tinha revelado o meu mau feitio aqui.

Ultimamente voltei a ter uma dose extra de mau feitio e porquê?

Primeiro, porque há pessoas inteligentes que parecem não querer ver. Os problemas só se resolvem quando primeiro são identificados e diagnosticados, como as doenças. E depois se tomam as medidas para resolver a raíz dos mesmos. Ora, se alguém se recusa a identificar um problema como poderá diagnosticá-lo e resolvê-lo? Quando isto acontece com pessoas que demonstram menos a sua inteligência ou perspicácia ninguém nota mas de outra forma é de nos deixar atónitos (ou flabbergasted). E o que acontece nestes casos? Invariavelmente, um acumular de situações que levam a mais tensão e portanto a mais situações que geram mais tensão ainda. Quando se dá a explosão, podemos ter nas mãos uma granada (se tivermos sorte) ou uma quantidade considerável de napalm. E tudo porque alguém não quis ver.

Coladinho a este ponto vem o facto de que se alguém não quer ver, outro alguém tem que o mostrar veementemente. E insistir. E fazer tudo ao seu alcance para resolver a situação. E mais uma vez aqui vejo muita gente que prefere deixar andar, à espera que outros se coloquem na linha de fogo, porque sim, porque é mais confortável, porque "não quero chatices com ninguém", porque dá muito trabalho e às vezes até é arriscado. E muitas vezes os principais interessados são os que se deixam ficar à espera de um qualquer D. Sebastião que os livre. É verdadeiramente aterrador. O que leva pessoas inteligentes e ativas a esperarem passivamente por uma solução? Não só não entendo como desperta em mim um mau feitio visceral.

Isto aplica-se a todas as áreas sem exceção. Mas quando se trata do estado do nosso país, é exponencial.

Quantos casos de mortes nos serviços de urgência por espera demasiada são necessários acontecer para que o SNS seja entendido como um centro de custo efetivo e se perceba de uma vez por todas que o seu objetivo não é dar lucro mas servir as populações e fazer todos mas mesmo todos os possíveis para que quem recorre ao mesmo veja os seus problemas resolvidos ou, no mínimo, endereçados. Mas parece que há mais de um ano apenas os profissionais de saúde fazem tudo o que podem, quando tudo o resto vira as costas ao povo: profissionais mal pagos e em número ridiculamente reduzido, materiais que não existem, meios escassos ou não disponíveis. Será que é agora que vamos chegar ao cúmulo que vemos nos filmes americanos, em que quem tem um bom seguro tem direito a todos os cuidados, ao passo que os da segurança social podem ir morrer longe? que lindo quadro este...

Quantas casas retiradas a famílias inteiras por dívidas irrisórias ao fisco terão de acontecer até que se pare esta vergonha em que os ricos e poderosos retiram aos pobres e remediados o pouco que lhes sobra, e que muitas vezes é a casa onde vivem. Pior, pior, é que muitas vezes ficam sem casa mas mantêm a divida ao fisco porque o valor do arresto não lhes permitiu cobrir a hipoteca e ainda fazer esse pagamento. E assim temos famílias inteiras a viver em lugares improváveis que só quem não tem os olhos abertos ou não passa por viadutos ao cair da tarde é que não vê.

É isso que queremos para o nosso país? Pessoas doentes e na miséria e sem ninguém que as defenda? Sim, sofreram azares, mas e se um desses azares vier bater à vossa porta?

Depois venham cá dizer que eu tenho mau feitio...

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Pessoas que nos inspiram

por doinconformismo, em 09.01.15

Este é um novo tema, que tem pano para mangas mas que vai sendo desenrolado devagarinho.

Neste blog já referenciei várias pessoas que são especiais, que são um exemplo de vida por uma razão ou por outra. E sou uma sortuda por reputar algumas delas como amigas. A minha avó paterna, que me ensinou muito e sempre me ajudou muito, por toda a vida. A minha mãe, que ainda hoje é das primeiras pessoas a quem ligo quando acontece algo muito bom ou muito mau. Sou de facto uma sortuda por ter pessoas assim na minha família. A minha sobrinha mais velha, que é uma força da natureza, que já era minha amiga ainda antes de eu conhecer o seu tio, quanto mais ser casada com ele.

Mas considero-me ainda mais privilegiada quando posso dizer que conheço e tenho um relacionamento de estima e amizade com pessoas fora da família de sangue: A minha primeira chefe, que sempre foi e continua a ser uma inspiração para mim no trabalho, no abraçar e resolver dificuldades e em tantas outras coisas. Pessoas que estão ou passaram pelo meu atual local de trabalho e que pela sua liderança me fizeram aprender muita coisa e me ajudaram a crescer.

Pessoas que conheci no meu percurso profissional e que ainda hoje sigo, admiro e com quem me identifico muitíssimo, como é o caso da Rute Sousa Vasco, admirável mulher que já fazia empreendedorismo antes que o mundo falasse disso e que ainda hoje surpreende com as suas iniciativas. Além de que contribui diariamente para fazer deste cantinho um mundo melhor.

Também a Jonasnuts me inspira muitas vezes, não necessariamente por concordar com o que ela diz ou como diz, mas pela sua irreverência, pelo seu sentido crítico e pela sua teimosia em... bem, em pensar.

E depois há um conjunto não pequeno de pessoas mais ou menos anónimas que são meus verdadeiros heróis e heroínas porque, enfrentando infortúnios maiores ou menores, levantam-se todos os dias com vontade de conquistar o mundo e mudar a sua sorte, ao mesmo tempo que beneficiam muitos que estão à sua volta. É assim que eu quero ser quando for grande! Como diz uma pessoa que muito prezo e muito me inspira: "more often than not, those who win believe they can".

 

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