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A minha família é o meu refúgio

por doinconformismo, em 24.10.14

Sou uma pessoa independente e autónoma. Não preciso que ninguém pense por mim, fale por mim, ou até se meta entre mim e as minhas tarefas, aquelas que sei bem que tenho que fazer ou que me imponho para atingir determinado objetivo. Na verdade, até muitas vezes sou aquela pessoa meio incómoda que verbaliza o que todos pensam mas não têm coragem de falar, ou que toma a iniciativa de fazer algo que todos concordam que deve ser feito mas aguardam que seja outra pessoa a fazer. E nem preciso que esteja mais alguém do meu lado, e nem tenho medo de tropeçar ou até cair. Nem penso nisso, é preciso resolver, resolve-se; é preciso melhorar, melhora-se. 

Mas tenho momentos, como qualquer outra pessoa, em que me canso de lutar sozinha. Às vezes porque estou mesmo cansada, às vezes porque a intensidade das situações me leva a isso. E nesses momentos é bom olhar para o lado e perceber que de facto não estou sozinha. Muito pelo contrário, tenho alguém que me entende e apoia, ou apoia mesmo sem entender. E nesses momentos, além de me sentir segura também descanso. E isso faz toda a diferença.

Estas últimas semanas têm sido muito intensas, quer psicologica quer emocionalmente. Cada dia tem requerido o melhor de mim e como sempre, não me tenho feito rogada em dar o melhor que tenho. O reverso da medalha é chegar a casa exausta, apenas para descobrir a cada dia que as tarefas básicas como os banhos dos miudos ou o jantar estão tratados ou em andamento. Além de uma preocupação constante com o meu bem estar. É um refrigério. É um refrigério maior do que se possa imaginar, porque só quem já passou por situações idênticas em que não teve este apoio é que sabe dar-lhe o devido valor. Porque há dias em que o que eu mais quero é ouvir o mais velho falar do seu novo jogo favorito ou dar colinho ao mais novo... mas há dias em que preferia que eles nem falassem...

Ontem à noite estava a ler o Blog "Pais de Quatro" (Aconselho vivamente a quem tem filhos) e deparei-me com este artigo. Destaco: "Sinto de tal forma essa comunhão que detesto quando na escola lhes chamam Carolina Tavares ou Tomás Tavares. Não, não, não. É Carolina Mendonça Tavares e Tomás Mendonça Tavares. Sem nós - eu, ela, os dois - eles não existiam. E sem a Teresa nada disto faria sentido." Que clique que o meu cérebro fez! É por isto mesmo que os nosso filhos não se chamam só Moura ou só Rebelo. São Moura Rebelo, assim como eu, porque são o resultado de uma vida partilhada a todos os níveis e que de outra forma não faria sentido.

E é por isso que ao fim de 16 anos de casamento e vários "cliques" deste género estou em crer que a nossa relação cresceu mais um bocadinho em maturidade! 

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Ainda sobre a PT

por doinconformismo, em 18.10.14

Agradeço a todos os que me incentivaram de alguma forma quando escrevi sobre a PT (no post abaixo deste). A todos quero dizer: a PT continua a ser uma grande empresa. Toda a inovação, toda a inteligência, toda a qualidade e capacidade dos quadros da empresa não desapareceu como num toque de mágica aquando da saída de notícias bombásticas ou sequer aquando da saída do então presidente da Oi, Zeinal Bava.

Sabemos o que fazemos, hoje como no mês passado, e continuamos a ser uma das maiores empresas em Portugal. É certo que a empresa hoje lida com uma situação de tesouraria diferente e tem que encontrar soluções para colmatar essas lacunas. Mas esse facto não retira inteligência, capacidade ou sequer vontade de fazer bem e nos superarmos vez após vez. E porquê?

Porque esta é a nossa empresa. É aqui que diariamente empenhamos o nosso esforço, a nossa capacidade intelectual e até emocional, o resultado daquilo que somos. E não recebemos apenas o salário ao fim do mês, mas recebemos também oportunidades de aprender, de crescer, de fazer amizades, de conhecer pessoas diferentes e até, para quem quiser abraçar projetos de solidariedade através da Fundação PT, de ajudar os outros e melhorar a vida dos outros à nossa volta. A PT é um mundo, é o nosso mundo. E não são notícias ou artigos de opinião que pretendem desfazer a projeção da empresa que nos deitam abaixo, nem sequer contos do bicho-papão que nos vai comprar, perdão, comer.

A PT continua a ter um EBITDA impressionante, continua a ter ativos valiosíssimos e a valer muitos mil milhões de euros. Não pensem por isso que a PT está morta ou sequer que caiu no tapete por knock-out. Continuamos a ter o respeito dos concorrentes e a gana que nos caracteriza e que nos permitiu estar sempre à frente do futuro, seja quando passámos da telefonia fixa para a banda larga, desta para a telefonia móvel, para a TV, para a fibra e para o LTE. Já não é a primeira vez que passamos por tempos difíceis (sim, reconheço que desta vez é diferente, mas posso enumerar quantas vezes no passado dissemos o mesmo e acabámos por nos sair bem) e por isso estamos cá para lutar, avançar e mostrar a fibra de que somos feitos.

Engane-se quem pensa que já ficámos para trás. Somos capazes de nos reinventar a cada dia e vamos mostrar isso mesmo.

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Ser PT é ser grande

por doinconformismo, em 11.10.14

A primeira vez que estive na PT foi em 1996. Estive como consultora, para tentar ajudar a resolver um problema de gestão que têm todas as empresas que crescem muito e depressa. Foi a primeira vez que contactei com o setor de telecomunicações, tal como era em 96: telefonia fixa.

Muitas voltas deu a minha vida profissional mas havia de ir lá parar novamente em 2002, agora como apoio para um gabinete de coordenação que iria lançar as bases durante os 2 anos seguintes para uma cultura de grupo e uma colaboração entre as várias empresas sem precedentes e com resultados muito positivos. Depois disso, nunca mais saí. Acabei por ser contratada, passei por 3 empresas diferentes, com funções muito diferentes mas com a gestão de projetos sempre subjacente e o mínimo que posso dizer é que a PT é uma grande empresa.

Tive a sorte de trabalhar nos primórdios do Meo, desde o seu primeiro lançamento até ter assumido também a rede móvel. Muitas horas de trabalho, muito investimento intelectual, físico, emocional, muitas vezes o sacrifício do tempo de família para garantir que algo corria bem. Não me arrependo de nada, aconteça o que acontecer a marca Meo é a maior e a melhor. Não só porque aumentou 330% só em 2013. Não só porque é a marca mais referida nas redes sociais. Mas porque tem sido uma marca que significa qualidade, inovação, irreverência, avanço tecnológico. E eu sou parte disso.

Toda a gente sabe que não existem empresas perfeitas mas existem equipas cativantes e quase perfeitas. E eu estou num local assim, os meus colegas, o meu chefe, o meu diretor estão o mais perto da perfeição que alguém pode estar. Tenho um administrador que admiro, gosto imenso do que faço e estou rodeada de gente que, com os defeitos e dificuldades que todos temos, se esforça a cada dia por tornar a empresa e dos serviços que oferecemos o mais perfeitos possível.

É por isso que apesar dos revezes a que temos assistido nos últimos dias, eu não vou desistir. Enquanto houver gente empenhada nesta empresa, enquanto houver fôlego, é possível. Porque desde o início que é a qualidade e empenho dos nossos profissionais que nos tem permitido chegar a algum lugar. Porque os meus colegas merecem e os clientes também. Não sei onde vamos estar amanhã, para a semana, no fim do ano. Mas sei que não posso controlar nada disso e portanto não vou preocupar-me, mas posso controlar a minha resposta às notícias dos últimos dias e essa resposta é lutar. Estou a lutar, vou lutar e dar tudo para continuar a fazer da PT a grande empresa que é. Quem quiser cruzar os braços e ficar a criticar, por favor vá fazê-lo para longe.

Obrigada

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