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Boas sementes trazem muito bons resultados

por doinconformismo, em 26.09.14

Já o havia sentido na Semana do Gestor de Projetos em Maio. E ontem, no Cocktail EY Alumni voltei a senti-lo: tudo de bom que deixamos nos lugares por onde passamos retorna, mais tarde ou mais cedo, ainda que em formatos distintos.

 

Tenho muito orgulho em ter começado a carreira na EY (consultoria). Comecei a trabalhar muito nova e imatura e aquela excelente casa aturou-me toda essa maturidade e fez de mim uma excelente profissional em portência. Sim, trabalhei muitas horas lá. Sim, diverti-me muito com muita gente e também tive momentos de desespero. E sim, fiz amizades que ainda hoje perduram. É obra, especialmente se pensarmos que já saí há 14 anos. Alguma vez pensei que iria ser recompensada no futuro por isso? claro que não. Em todas as funções que desempenhei sempre me comportei assim, acredito que é o correto.

Mas quando cheguei ao evento da EY e vi tantas caras com quem passei tantas horas, juntamente com toda uma nova geração de profissionais senti uma alegria imensa por um dia ter feito parte DAQUILO, um ambiente de trabalho excelente que não reduz o profissionalismo ou sequer a dedicação, uma comunidade de profissionais que se apoiam mutuamente, um grupo de pessoas que seguiram diversos caminhos profissionalmente mas que continuam a ter muito em comum. Foi emocionante e só posso agradecer à EY por esta iniciativa. Mais emocionante foi quando fiquei a saber que esta casa, a minha primeira casa profissional, foi eleita esta semana a empresa de professional services mais atrativa para trabalhar. De alguma forma, também contribuí para este sucesso, nos 9 anos em que lá trabalhei. Mais do que eu, a minha chefe (que me ensinou tudo o que eu precisava para ser uma profissional excelente e me abriu os olhos para o mundo) e todo o o grupo que ela liderava. E não pude deixar de me sentir especial.

 

A mesma coisa na Semana do Gestor de Projetos: Se somos apaixonados por algo, neste caso uma função ou profissão, é nossa obrigação moral ajudar a desenvolvê-la, seja sensibilizando, normalizando ou contibuindo para o desenvolvimento de outros profissionais com a mesma paixão. Por isso o evento deste ano foi tão especial para mim: além de ter tido o privilégio de partilhar um pouco da minha experiência com a comunidade, tive a honra de convidar nomes conceituados da gestão em várias áreas para partilharem a sua visão. Mais do que isso, vivi a alegria de observar novos profissionais envolvidos, dedicados, ávidos de aprender e pôr em prática ensinamentos de quem tem mais experiência. 

 

E não é assim em todas as áreas? Criar algo durável não é para todos. É para quem se empenha, não desiste, luta e se esforça diariamente para contribuir com o seu melhor. Trabalhar na EY não é para todos. Fazer voluntariado ou contribuir sistematicamente não é para todos. Mas são exemplos de boas sementes que plantadas e cuidadas com frequência e diligência dão muitos frutos no futuro.

E a maior alegria que se pode ter na vida é ver que o que fizemos no passado contribuiu para algo de bom no presente. 

 

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A felicidade só se ganha repartindo

por doinconformismo, em 19.09.14

Hoje estou muito feliz. Muito feliz porque em vez de me ficar por assistir passivamente à felicidade dos outros, esta semana tive a oportunidade (ou melhor, o privilégio) de participar ativamente na celebração da felicidade de alguém, mais propriamente na celebração de 15 de vida em comum, o que nos tempos que correm é uma autêntica proeza.

E no fim da noite, quando já não era necessária mais organização, quando já todas as surpresas já tinham acontecido, quando os pés já clamavam por descanso, apenas podia sentir uma enorme felicidade pela felicidade daquele casal de quem tanto gosto, por aquela noite memorável e emocionante... e uma enorme gratidão a ter sido chamada a fazer alguma coisa, a investir do meu tempo, imaginação, esforço e sei lá que mais para embelezar um momento já de si tão belo. Não fui a única, quase todos naquele lugar contribuímos com mais ou menos esforço e até há quem tenha posto esforço apenas para poder estar presente, o que decerto foi recompensador.

 

Pensava eu quando era mais jovem que felicidade = sucesso e que portanto era necessário trabalhar muito para atingir as metas e aí sim, no cume dessas metas morava a felicidade. Pode até ser, mas se ficarmos focados nisso perdemos o mais elementar: a felicidade de olhar para um dia perfeito e simplesmente deixar a luz desse dia inundar-nos; a felicidade de contemplar uma paisagem avassaladora; a felicidade de estar, apenas estar, com pessoas de quem gostamos; a felicidade de sabermos que hoje, no local onde trabalhamos, melhorámos a vida de alguém.

Mas a raínha de todos esses momentos é sem dúvida quando fazemos alguém feliz. Ficamos a sentir-nos bem connosco próprios, com os outros e com o mundo em geral. Porque fica claro que o mundo ficou melhor.

 

Talvez seja por isso que os portugueses são considerados tristonhos e taciturnos: não só não estamos habituados a fazer nada por ninguém, pior ainda estamos habituados a coscuvilhar e invejar. Isso sim, são características do nosso povo que precisam de ser erradicadas o mais rapidamente possível. Queremos ser felizes? Vamos fazer alguém feliz. Todos os dias temos tantas oportunidades para tal, mesmo à nossa porta. Vamos fazer disto um hábito. E vamos perceber algum tempo depois que nos sentimos mais felizes... porque fazer alguém feliz compensa!

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Malabaristas do tempo

por doinconformismo, em 02.09.14

Todos nós tentamos equilibrar a vida entre as várias facetas que nos ocupam tempo de uma forma sistemática. A família e o emprego vêm em primeiro lugar no tempo que mais ocupam, mas há alturas da vida em que um se sobrepõe ao outro.

Imaginando que tentamos um equilíbrio entre ambos, o que nem sempre é verdade (e se entrássemos por aqui hoje podíamos já enumerar um conjunto de "enfermidades" causadas na família por causa de o trabalho de um dos adultos se sobrepor sempre ou quase sempre ao resto), ainda assim há momentos em que precisamos de dar mais atenção à família (no nascimento de um filho, quando um membro está doente ou em qualquer acontecimento extraordinário como um ano de exames, ou uma mudança importante ou até uma mudança de casa) e outros em que precisamos de dar mais atenção ao emprego (momentos de mudança ou aquele projeto importante e trabalho que não pode atrasar, ou algo realmente novo em que estamos a trabalhar e que precisa de ver a luz do dia antes que a concorrência faça igual, ou outro milhar de exemplos que poderíamos aqui ilustrar para demonstrar o quanto é importante percebermos que sim, muitas vezes o trabalho vem primeiro). 

Temos que saber equilibrar estes dois aspetos da nossa vida para que um não se ressinta do outro, mas como a nossa vida não é só feita disto, também temos que encaixar tempo para estar com amigos e garantir a nossa sanidade mental. E eis-nos assim, quais malabaristas, aprendendo a manter 3 bolas no ar enquanto as vamos impulsionando da melhor forma possível.

 

Mas somos humanos e precisamos de mais para nos sentirmos realizados por isso vamos aos hobbies. Há quem vá ao cinema uma vez por semana, há quem precise de ir pelo menos duas vezes por semana ao ginásio, há quem faça outras coisas (e para este exercício só importam as atividades sistemáticas, realizadas pelo menos uma vez por semana), mas seja o que for que façamos é mais uma bola que temos que manter no ar.

E para quem acredita que tem que dar algo à sociedade, ainda há o voluntariado em inúmeras áreas, conseguido de inúmeras formas mas que sempre acrescenta à lista de tudo o que tem que encaixar nas 24h do dia.

 

E assim temos pelo menos 5 bolas que necessitam de estar sempre no ar, para nosso bem ou para bem dos outros, porque se um dos malabares cai quer dizer que o mundo de alguém fica mais pobre, mais vazio, mais complicado. E até podemos dizer que com organização e boa vontade tudo se consegue e sim, regra geral é verdade. Mas desgasta. Desgasta especialmente em anos difíceis, em que o emprego exige muito porque é ano de mudança e todos temos que fazer uma "milha extra", a família exige muito, porque os filhos vão mudar de escola ou porque um filho tem exames ou por todas estas razões e ainda mais algumas aqui especificadas. E já roubámos tempo ao sono, já roubámos tempo à casa, já reorganizámos tudo o que podíamos e continuamos cansados e com pouca força para manter o malabarismo diário das 5 bolas.

 

Claro que hoje em dia ninguém fala nisto pois temos sempre que conseguir mais, alcançar mais, mas e quando precisamos mesmo de nos focar em MENOS? Qual o mal de parar temporariamente um ou dois malabares e redistribuir o tempo por aquilo que nos está a ser exigido? Penso que sabermos hoje qual o limite até onde podemos ir nos pode evitar muitos problemas, problemas que no limite podem chegar a depressões, esgotamentos, separações, zangas familiares irreconciliáveis apenas para citar alguns. E refletindo sobre isto e sobre a importância de estarmos bem connosco e com os nossos, que recordei o menor discurso de sempre de Bryan Dyson, cujo excerto cito abaixo:

 

"Não diminuam seu valor próprio, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
Não fixem os seus objetivos se baseando no que os outros acham importante. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.
Deem valor e respeitem as coisas mais queridas aos seus corações. Apeguem-se a elas como à própria vida, pois sem elas, a vida carece de sentido.
Não deixem que a vida escorra entre os dedos, por viverem no passado ou no futuro. Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias das vossas vidas.
Não desistam quando ainda são capazes de um esforço a mais. Nada termina até ao momento em que se deixa de tentar.
Não temam admitir que não são perfeitos.
Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser corajosos.
Não excluam o amor das suas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas.
Não corram tanto pela vida a ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.
Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
Não usem, imprudentemente, o tempo ou as palavras. Não se podem recuperar.
 
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo. Lembrem-se:
Ontem é história; amanhã é mistério e hoje é uma dádiva.
Por isso se chama presente!"

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