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Um disclaimer sobre a gratidão

por doinconformismo, em 25.01.14

Escrevi no post anterior o quão grata sou pelo privilégio que tenho.

 

Sim, gosto do meu emprego, da minha família e amigos, da minha igreja, da associação onde faço tudo o que posso para divulgar e dignificar a profissão da gestão de projetos.

E sim, trabalho muitas horas. Mas nunca recebi pagamento por horas extraordinárias. Na verdade, não vejo utilidade nisso a não ser para quem, em vez das horas de descanso, tem de estar de prevenção ou fazer trabalho noturno. 

 

Mas tudo isso não me tapa os olhos nem me afeta o discernimento, por isso sei ver o que vai mal. E quando vejo, tento mudar, influenciar, decidir na minha esfera de responsabilidade. Até não poder mais. Falo com as pessoas, ponho pessoas a falar com outras pessoas, procuro outros recursos para trazer para a causa e tudo o que me é possível fazer. Mas há sempre algo para além do meu controlo e que me desagrada, em especial quando denota incompetência ou falta de caráter. O que fazer? Mudar os outros, mudar-me a mim, mudar de sítio quando tudo o resto não funciona. Mas antes disso, há que saber duas coisas:

 

Primeiro que tudo, aquele que governa o universo não dorme. Na sua generosidade, não retira o que já deu, mas não dá mais quando há mau uso.

Segundo, gratidão e felicidade não são sentimentos, são decisões. E isso faz toda a diferença. Em vez de olhar para o que não tenho, para o que não gosto, olho para todas as pessoas e coisas maravilhosas que me rodeiam. Tenho que mudar? Às vezes sim, até para poder continuar a ser eu mesma. Mas isso não altera em nada a minha gratidão. Porque quando vejo tudo o que se passa à minha volta continuo a pensar que sou uma privilegiada.

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Grata!

por doinconformismo, em 25.01.14

É meia noite e estou no escritório a trabalhar. É meia noite e estou a pensar o quão afortunada sou pelo emprego que tenho, pela família que tenho, pela vida que tenho. Não há palavras para descrever a minha gratidão àquele que governa o universo pelo amor que me tem e pela vida que me destinou.

Sempre trabalhei mais do que o meu horário dizia. Sempre. Nos primeiros anos, enquanto estudava, depois disso noites e fins de semana usados no escritório e nas empresas clientes da consultora onde trabalhava. Depois disso, num ambiente espetacular como sei que não vou voltar a encontrar em lado nenhum, numa empresa bem portuguesa e com profissionais de tão bom calibre que não voltei a encontrar tanta competência em tão pequeno espaço. E depois disso, num grande grupo económico português onde já passei por 3 empresas, sempre a aprender, sempre a fazer projetos irrepetíveis, sempre com a noção de que ajudei a fazer história.

 

Sou uma privilegiada. Em vários aspetos, não só no emprego. Por exemplo na família. Na paciência do meu marido para com uma workaholic pouco confessa. Nos filhos maravilhosos que temos. Nos amigos que são família também. Nos filhos dos amigos que são família dos meus filhos. Naqueles que se não têm novidades nossas ligam e insistem para saber se está tudo bem. Nos conhecidos que são quase amigos, dada a cumplicidade e camaradagem gerada.

Sou uma privilegiada. E muito grata por sê-lo. 

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A minha resolução de Ano Novo

por doinconformismo, em 09.01.14

Este ano tomei uma única resolução de Ano Novo, como faço todos os anos. Assim, posso concentrar-me nela e garantir que a pratico as vezes suficientes para se tornar um hábito. O que este ano em particular vai ser um desafio deveras intenso. Passo a explicar:

Sou por natureza incapaz de ver algo mal feito ou incompleto ou sequer de identioficar um poblema sem me sentir compelida a ajudar a resolver. Lá encontro maneira de falar com as pessoas envolvidas, dar sugestões, fazer também alguma coisa, e pronto, de repente tenho mais um tema sob minha responsabilidade sem saber explicar como. Não sei mesmo, é algo tão natural em mim que quando me apercebo já estou no meio de mais uma coisa a tentar resolver e a fazer as coisas andar.

 

Mas este ano vai ser diferente. E porquê? Porque me apercebi de há uns tempos para cá que há quem tenha "all the fun" quando eu tenho "all the work". E já me vai parecendo tempo a mais e trabalho a mais com pouca ou nenhuma compensação/reconhecimento/mérito e tudo o que está associado. Ora, se continuar a fazer o que sempre fiz até aqui, e que basicamente é pegar em tudo o que precisa de ser feito e fazer andar, provavelmente vou ter resultado igual que é... nenhum. Por isso este ano vai ser diferente. Sem descurar aquilo que é da minha responsabilidade, porque essa é minha e não peço licença a ninguém pelo que é meu, alguém que trate do resto.

 

Sei que não estou sozinha. Muitas pessoas têm seguido uma determinada orientação, às vezes até contra as suas próprias opiniões. E não quero aqui falar dessas exceções em que nos calamos para bem de um grupo e em que fazemos o bem comum sobrepor-se às nossas opiniões ou necessidades, porque a isso chama-se espírito de sacrifício ou altruismo ou outros adjetivos qualificativos de algo bom. Falo daqueles casos em que seguimos a manada, ou porque não queremos dar nas vistas ou porque preferimos calar as opiniões, mas já chega de carneirada não? Vamos fazer os nossos direitos e opiniões valer, para variar? 

 

Inteligentemente, e sem qualquer tipo de vingança, vamos mostrar o nosso valor, seja através de uma comunicação adequada dos resultados que alcançamos e do que fazemos acontecer dia após dia e que garante uma vida muito mais descansada a quem nos tem por perto, seja mostrando o que acontece quando não estamos por perto... é certo que temos valor também pelo que somos e não apenas pelo que fazemos, mas quando o que fazemos tem muito valor, há que evidenciá-lo. E nem todos nascemos com um nome de família sonante, ou com um brazão, ou com amigos influentes, mas quem nasceu com inteligência, capacidade de trabalho e outros atributos do genéro tem um valor incalculável. Vamos mostrá-lo? 

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O Natal, o ano novo e outras coisas do género

por doinconformismo, em 03.01.14

É Natal e a azáfama é grande. O trânsito caótico, gente que corre para todo o lado tratando de compras, presentes, festas, e tantas outras coisas.

É Natal e pus-me aqui a pensar que Deus mandou o Seu Filho nascer como homem para salvar uma humanidade perdida, mas a humanidade que eu conheço, 2.000 anos depois, parece escolher continuar perdida porque encontra todos os subterfúgios para não enfrentar a realidade, no Natal como na vida.

 

Comecemos pelo Natal. É o aniversário do bebé Jesus, mas que fazem as pessoas? Transformam-no na festa "da família", na festa "para as crianças", enchem os dias com uma demanda interminável por presentes, comidas, e tantas outras coisas para que a festa seja "em grande" quando na realidade o espaço que Deus ocupa nela é bem pequeno, para não dizer inexistente. 

 

Tal e qual como na vida. Como é possível que as pessoas assistam a reality shows de toda a ordem mas não sejam capazes de tomar conta da sua própria vida? Trocam a sua vida real por cenas televisivas e passam pela vida adormecidos. Ou passam a vida toda à espera que caia um raio cósmico que mude alguma coisa por artes mágicas. Vamos lá a acordar: isso não vai acontecer! Vamos nós tomar as decisões sobre a nossa vida em vez de ficarmos à espera que alguém o faça! Ok?

 

E depois, o ano novo. E todas as resoluções que vêm com ele, que são invariavelmente as mesmas porque ao fim de 3 meses já não estão a ser perseguidas e para o ano "é que é" - mais ou menos como o sporting... E aí começam as desculpas: a crise, a falta de tempo, a vida que não deixa.... e se em vez de resoluções utópicas em catadupa tivéssemos uma única decisão, na qual nos pudéssemos focar? Porque não vale a pena andarmos com ilusões: perder peso, poupar dinheiro e trabalhar menos são mudanças pesadas e que provavelmente só se conseguem fazer uma de cada vez.

 

E chegado o dia de Reis acabou tudo (provavelmente as resoluções de ano novo também) e lá continuamos com a vidinha de sempre, com os reality shows de sempre, com os problemas de sempre e com as desculpas de sempre! É talvez por isso que nos deixamos (des)governar por uns quaisquer, e não falo apenas do governo ou do presidente da república, a todos os níveis e em todos os lugares se observa isto!

 

Isso não é para mim. E não devia ser para ninguém. Por isso uma boa resolução este ano poderia ser ver menos a vida dos outros e exigir mais dos que estão em posição de liderança. Que tal?

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